Author: maristela
•Domingo, Fevereiro 08, 2009
Este blog fica por aqui. Não sei se em definitivo. Não sei se um dia volta.
A decisão é doída, até doida, maluca, para mim que,  me atirei aos estudos, do primário à Comunicação Social, por amar as palavras, vivi delas profissionalmente, cometi até livros por tanto gostar de escrever, enfim, quando a gente termina se equivocando e escrevendo coisas que geram mal-estar em alguém que se quer bem, o melhor é dar uma parada.
Ando bem cansada de tudo.
Minha vida não está fácil. Meus pais estão exigindo muito de minha atenção e afeto. E eles a merecem integralmente, do alto dos seus dignos 80 anos de idade cada um.
Minha filha se forma este ano e muitas vezes deixo de dar-lhe a devida assessoria porque estou envolvida com os outros, tentanto ajudar quando não tenho pernas nem para resolver sozinha minhas aflições.
Agora, por exemplo, estou com o Occhi, meu cão, se recuperando de cirurgia, à espera da confirmação ou negação de uma biopsia, e a Dodô com hemorragia constante na boca à espera de uma anestesia geral para limpeza de gengiva (e achamos que não é só tártaro), e eu  sem grana para tanta coisa. 
Me sinto enfraquecida, sem saúde, e confusa, porque parece que estou falhando em tudo e, pior, não tenho a coragem de outras mulheres, nem sua força, para enfrentar as surpresas desgastantes que a vida nos prepara.
Enfim, este post está grande demais para quem se despede.
Deixo a todos um abraço grande, desejo de muita saúde, muita paz, muita sorte, que Deus ilumine os caminhos dos que me visitaram e incentivaram durante tanto tempo, os que eventualmente chegam para conhecer o blog.
Vou sentir saudades, sim. Mas o blog não fará a menor falta neste zilhão de blogs que por aí estão, mundo afora.
Clínica da Palavra é um nome que me acompanha há mais de dez anos, foi nome de uma empresa que criei tentando ser independente como jornalista e está registrado inclusive. Vai me acompanhar sempre. Mas é hora de parar. Preciso olhar pra mim e ver o que eu sou e pra onde eu vou. Filosofice, de novo, né.
Ok.
Então, é isso.


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Author: maristela
•Sexta-feira, Fevereiro 06, 2009


Mas bah! Depois de tantos anos sem o menor motivo para me orgulhar da faculdade em que fiz meu curso de comunicação social, estou realizada! O presente vídeo, que o Ernesto Nadalon me mandou, prova que já existe uma geração debochada o suficiente para mexer com ícones (???) da esquerdopatia nacional e internacional. E tem a mão do meu amigo Ricardo Schneider na coordenação!
Parabéns gurizada!

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Author: maristela
•Segunda-feira, Fevereiro 02, 2009




Foi assim (ôpa!!! lembrei de uma música que a Wanderléa cantava e que começava desse jeito. Fecha parêntese, ô Maristela dispersiva!!!): entrei no blog da Sônia Mascaro, que ela deixou assim, de ladinho, um pouco, e se chama Leaves of Grass (que também faz uma homenagem ao poema do Walt Whitman, adorável forever) e encontrei uma boa notícia: que ela estava voltando ao aconhechego da blogosfera via esta outra belezura de imagens e textos sobre natureza que se chama Caliandra do Cerrado, da Elma Carneiro no Ecological Day, uma blogagem coletiva que ela mesma promove.
Todo este intróito (gostaram da palavra retrô?) é para dizer que, por pura simpatia destas gurias, fui convidada para falar de natureza. Aceitei mas confesso que fico até com vergonha, porque acho que com minhas plantinhas na grade da janela e nos vasos dentro de apartamento, com os jardins que fiz e ficaram pra trás nas casas em que vivi e com este perfil urbano que tenho (adoro ônibus por perto, barulho de carro passando, edifício subindo) não mereço nem tenho digamos "material" à mão para falar do tema.
Mas, em homenagem a minha mãe, Luci, que amou as fotos que mostrei a ela, num dia em que ela estava tristinha, lá no Leaves, e cuja maior alegria em todas as vidas é "olhar os verdinhos" da  beira da estrada, que ainda sonha, aos 80 anos, em ter uma terrinha pra plantar (c0mo se não bastasse a nesguinha de terra em que ela tem pitangueira, maracujá e framboesa atrás do apartamento) aceitei. Ah. E é louca por Laguna, outro santuário que pode ser que ainda salvem. 




Já as flores lá de cima foram pinçadas da rede quando eu estava tentando ajudar Manu a selecionar plantas daqui do sul que pudessem ser postas junto à ecocasa. Eu dei o nome da pasta com elas de "Manu Mala Prantinhas", de tanto que ela me incomodava pedindo ajuda, coitadinha. No fim, foram usadas outras espécimes da flora.
O que eu quero dizer: acho que o mundo tem salvação, quando uma garota faz um projeto de casa autosustentável tão bonito (me permitam não ser modesta, por favor) e competente como este.
Um beijo a Elma e a Sônia.




E salve Nossa Senhora dos Navegantes, que hoje está sendo homenageada aqui na minha cidade, no meio deste Guaíba poluído e ainda tão digno e bonito.


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