Talvez diga tudo isso porque enquanto teclo revejo o Hulk do Ang Lee. E que vontade tenho de ter um DNA como o dele, que o meu lado monstro viesse à tona e eu pudesse crescer vinte vezes minha estatura, ficar forte c0mo mil rinocerontes e verde, verde, verde de raiva, eu pudesse dar pulos até outros planetas.
Pena que m inha irritação não me faça virar bicho literalmente. Viro bicho apenas nas palavras, nem as roupas eu rasgo. Brigo e brigo, e minhas armas são o computador e o pouco que sei de escrever. Sei que tem gente que acha besteira. Pior: tem gente que nem se manifesta não porque acha que não lhe diz respeito, mas por medo de, de repente, um mail, um comentário, e esteja comprometido com alguém suspeito de ter feito algo errado.
Sim. É desta forma que me sinto. Sob suspeita de gente que quero bem. No entanto, se estas pessoas mudaram de atitude comigo, é porque não há reciprocidade no que sinto e da forma que ajo.
Estou queixosa? Estou. Minha filha diz que é uma coisa quase paranóica.
Seria estranho se eu não ficasse paranóica com tudo o que estou passando.
Sei que há problemas imensamente maiores, dores mais fundas. Preocupações mais transcedentais. Doenças, acidentes, fatalidades.
E eu ainhda agradeço a Deus por estar bem, mesmo sendo perseguida e até desprezada por alguns que me importam (ou importavam, a estas alturas). A única coisa que posso dizer é: ninguém neste mundo está livre de uma situação de merda como essa.
O problema maior é que, por mais que se queira sair fora, ser racional, confiar nas profissionais que estão cuidando do caso, como as advogadas Cristina Benedetti e Carolina Fagundes, a gente fica rodando o problema na cabeça. E o corpo começa a acusar o baque. E a alma a se encardir de tristeza.
E, neste astral, claro que as coisas que se atrai não são nada boas.
Agora, por exemplo, eu poderia estar no hospital, ou em lugar pior, esperando uma notícia de minha filha. Sim. Felizmente, foi só um susto grande e um bom prejuízo material. Mas poderia ter sido o fim da minha vida.
Coisa inesperada. Eu havia decidido comprar alguma comida no supermercado. Mas minha filha queria almoçar no bifê em que todos os sábados nós vamos. Decidi satisfazê-la, ela que anda estressada com esta nova fase de sua vida, em que sai da realidade de estudante que trabalha para profissional que tem de enfrentar um mercado voraz.
Na saída do prédio, encontrei o zelador que está pintando o meu antigo apartamento para o novo proprietário e ofereci a ele uma carona, já que o bifê é perto do velho endereço. Saímos conversando, os três, na boa. Entrei na rua em que morava e estacionei bem em frente ao prédio.
Minha filha, então, disse: vou abrir aqui pra tu saíres.
E eu disse: cuida que vem vindo o ônibus.
Só ouvi o estrondo de lataria. Olhei para o lado, e vi minha filha segurando a porta que ela mal começara a abrir. Perguntei se ela estava bem. Ela começou a chorar. O motorista parou na esquina, desceu, veio até mim, pediu meu nome, telefone, fui olhar o arranhãozinho de nada na pintura do ônibus. Ainda tive de entrar no ônibus, a pedido do motorista, dizer publicamente que a culpa era minha por ter aberto a porta para que ele conseguisse testemunhas. Só que o povo nem se mexeu.
Tenho seguro, claro. Isso é o de menos.
Mas, por questão de um segundo, eu não teria mais minha filha. Se ele tivesse aberto a porta e saído ou colocado o braço para fora, ou, pior, a cabeça para descer, seria o fim de tudo. Para ela e para mim.
Impressionante o que aconteceu. Ela confiou que o ônibus ja tivesse passado e abriu a porta no impulso. Só que o cara vinha da direita e entrara para a esquerda, para dobrar na esquina, e ela calculou mal a passagem do ônibus.
Estamos, de fato, todos muito perturbados com esta safadeza que estão me fazendo no Ministério da Previdência. Não vou calar.
Tenho informações vindas de Brasília de que que minha situação está regularizada.
No entanto, por aqui, o processo continua.
Não vão me deixar louca, podem ter certeza.
VOU CONTINUAR A ESCREVER, ESCREVER, ESCREVER E CONTAR O QUE ESTÁ OCORRENDO.
Meu instinto de repórter me faz ir atrás das informações que parecem mais inacessíveis. E não me envergonho, não, de apelar para os deputados e senadores. Se dois deles responderam só porque eu reclamei na Zero Hora (E MEU NOME NÃO FOI PUBLICADO) não vejo isso como demérito. Ao contrário. Prova que qualquer pessoa pode reclamar e buscar ser atendido.
Tem de ir atrás. Não pode se intimidar. Tem de brigar. Tem de botar a boca no mundo.
É desgastante, envelhecedor, até perigoso.
Mas NÃO VOU DESISTIR.
Me acusam de algo que não fiz. Não posso ficar quieta e deixar que me esqueçam.
QUERO JUSTIÇA, REPARAÇÃO POR DANO MORAL.
Quem não acredita em mim e se afastou, não precisa mais voltar. Não fará falta.
Amigos para risadas e brindes e elogios existem em toda parte. Amigos para horas difíceis, sinceros, que não dissimulam o que pensam se fazendo de limão, ou tratam de comentar o que se escreve en passant, agradeço. Podem ir em frente e se reunir com sua turminha.
Ninguém é obrigado a ficar do meu lado. Mas quem convive comigo e me conhece há bastante tempo, seja na vida real, seja na virtual, ou mostra que me apoia ou por favor, nunca mais me procure.
Quando entrei em brigas neste mundo blogueiro, para defender princípios, não recuei, fui até onde pude expondo a bunda na janela.
Então, a partir de agora, estou refazendo minha listinha de links.
Minha santa mãe diz duas coisas. Uma delas: antes só que mal acompanhado.
A outra, que eu sempre questionava, é: amigo da gente só Deus. Já começo a achar que ela tem razão. Tomara não.
13 comentários:
Maris,
Continuar na luta é preciso, se não para vencer, para morrer com honra. Só não descuida da saúde, física e emocional, porque sem ela fica mais difícil ainda viver o que nos cabe.
Que susto esse do carro! Ufa, ainda bem que foi só um susto e nada aconteceu com a Manu.
O desabafo sobre amigos faz todo sentido. Amizade verdadeira é uma raridade, e nas horas tristes é que ela se revela.
beijinho
Maris, minha amiga! (vou te chamar assim sempre!)
Cada vez tenho mais admiração pela tua postura e obstinação frente as injustiças como as que tu estás passando.
Fico feliz em saber que nada de grave aconteceu com a tua filhota.
Mesmo não tendo comentado como eu gostaria no teu blog, por conta de problemas pessoais e profissionais, que de vez em quando incomodam a gente, quero que saibas que tu és uma pessoa muito especial para mim.
Ontem, lembrei de ti! Notei que no meu blog tinham 99 seguidores (que façanha!), e lembrei da seguidora número "1", a que me incentivou e que eu tenho como "musa inspiradora" forever!!
Conta comigo! De verdade! Seja por email, carta, fonograma, pombo correio, como quiseres!
Vou terminar aqui, senão vira post!
Um beijão!!
Maristela, a vida é cheia de surpresas, não é mesmo? Somos surpreendidos a todo instante. Fico feliz em saber que tudo não passou de um susto, no episódio com a sua filha. Quanto ao processo referente à sua aposentadoria, saiba que estou aqui, de longe, mas solidário e torcendo por você, sempre. Afinal há que se respeitar quem trabalhou com dignidade neste país com tantos picaretas. Sorte pra você. Beijos de minas.
Não sei se ajuda, mas torço por vc!
Bjus
Marta Bellini
maris,eu acho que os que se afastaram (se é que se afastaram)não o fizeram por medo de estarem ligados à uma pessoa "suspeita". Acho que foi por respeito ao teu momento, às vezes a lógica de uns é diferente da de outros. Pode ser que não seja por causa de ti, mas por causa dos seus próprios problemas;também existem pessoas que não conseguem nem verbalizar (então, neste caso, tu és uma privilegiada, alguém com clareza!)
Te desejo forças e sorte!
Quando jovem, aprendi não sei com quem o seguinte:
- Na abundância, os amigos te conhece. Na adversidade, você conhece os amigos!
Mari. Gostei de tua posição e gosto. Sou rotariana, tu sabes,e muitas e diversas vezes boyo a boca no mundo, sem medo com linço e documentos. Aviso: não tenho nada a perder "vocês sim..." Como tem gente em cima do muro; é desanimador...mas já disse e continuo dizendo, me convidaram, agoram vão me engolir. Mas tem o bom de tudo: alguns porcentos estão ao meu favor, mas outros , que medo ( êles tem medo de tudo até da sombra- o que não fizeram???) não sei...
desistir de falar e lutar, jamais. Dou uma paradinha, de vez em quando... canso da burrice alheia, ou falta de caráter, mas continuo por causa dos bons que são amigos. Não desistas, nem com os acidentes. eles acontecem (aconteceu comigo e estou firme, dirigindo, só com medo de passar em cinaleira verdes ( foi assim que me bateram e virei, capotei, sei lá mais o que e sai sem um arranhãozinho, sái pelos braços dos bombeiros e ganhei a causa) Prima, somos da mesma madeira, dura e flexivel, que não quebra, apenas verga, mas volta ao lugar mais forte. Beijos.
maricota
Maris,
Se tu não tivesse posto a boca no trombone muita gente não saberia! Se todos agissem como tu age as coisas seriam melhores e com certeza funcionariam de uma forma mais eficiente! Tu está certa, e coberta de razão de ficar brava, puta da vida, etc... As vezes a brabeza nos deixa mais forte menina, acredito muito nisso!
Te admiro pela maneira que tu escreves e quem não se manifesta é pq tá com o cú na estaca! Não dá bola e segue adiante que tem gente do teu lado e no final das contas tudo vai dar certo.
Beijos menina
Penso e torço por ti,
Força,
Beijos
Denise
Ah, não dá pra escrever por aqui não. Tô abrindo o gmail pra lhe escrever. Beijo gigante.
Ola minha amiga, nestas horas serenidade e a melhor soluçao...sei que é dificil...mas tenta se manter serena...Nunca ninguem nos disse que avida era fácil...mas mesmo assim continuamos na luta diária da sobrevivencia. Eu desde asqui do outro lado do ocenao te envio mil oraçoes e muitissimas energias positivas para que tudo se resolva da melhor maneira possivel
Maristela,
Li os seus posts e vi que a sua aposentadoria foi cortada por burocratices. Gostaria de te ajudar, mas não sei como. Do que precisar de mim, disponha. Bem sei que aposentadorias e pensões honestas estão sempre na linha de tiro do ministério. Tenho pessoa na família que de tempos em tempos tem que provar que está viva e ainda com problemas. E volta e meia vem umas cartas esquisitas, umas ameaças veladas.
Força, amiga! Estamos contigo.
Eu votei em você e já confirmei o voto nessa eleição do blog.
Carpe Diem. Aproveite o dia e a vida.
E sobre o quase acidente com a sua filha, já aconteceu coisas semelhantes comigo. Os amigos do Plano Espiritual estão agindo e protegeram sua filha. Estou certo disso. Carpe Diem.
Postar um comentário