Author: maristela
•Terça-feira, Dezembro 30, 2008
Amigos meus.
Como saí meio despentelhada, da última vez, prometendo voltar quando desse e recebi um monte de mail de gente preocupada, venho cá dar notícias ao mesmo tempo que agradeço pelo carinho de todos.
Este é um fim de ano realmente atípico, para não usar outros termos menos nobres neste momento em que, afinal, estamos cobertos (ou seria tapados, soterrados, afogados em) de esperanças porque, ó, que belo, um novo ano desponta no horizonte da vida.
Ok. Chega de ironias, não quero desandar o lombo de porco de ninguém que deve estar já cheirando no forno. Então, peguemos nossas taças e brindemos.
Minha mãe está estável, quer dizer, a pressão fica ali por 16, 17, 14, 15 - mais ou menos como as bolsas de valores neste ano e nos que verão.
A tontura sumiu, porque tratamos de comprar um remedinho que deverá ser eleito por ela melhor que o Bispo Macedo e a Universal, que ela tanto ama, e chama-se vortix, é pra vertigem, foi a cardiologista da emergência do Instituto do Coração que receitou. Em quatro dias, já mais de uma dúzia me falou que toma este mi-la-gro-so remédio.
Sim. Já marquei o médico cardiologista para começarmos o acompanhamento que dona Luci, por saber mais que todos e ser unha e carne com Deus, a quem ela consulta toda hora e acha que vai descer dos céus para curá-la, acha desnecessário. Afinal, lesão cardíaca antiga, não dá em nada, diz ela.
Quanto a meu pai, que no mesmo dia em que voltei do Cardiololgia com a mãe resolveu enfiar um palito num molar que sustenta a sua ponte móvel e, claro, quebrou o dente, já tem também periodontista marcado. Digamos que este dente quebrado, a ida ao pronto dentário em que a moça cobrou mas só botou um "remedinho", por que eu não tinha (idiota que eu sou, né) o prontuário do meu pai com todo o histórico dos AVCs (imagina, sair correndo para curar um dente num sábado de final de ano e nao lembrar de levar a pasta com todo o histórico...). E quando corri para a Emergência da Santa Casa, com a recomendação da dentista solicitando que apenas imprimissem o prontuário (detalhe: o velho se trata na Santa Casa há 15 anos, e entra e sai daquela emergência do SUS como sócio-atleta), pois a médica com cara de nazista, óculos de fundo de garrafa, rabo de cavalo e vergada ao peso da má-vontade e desprezo pelos pobres que com certeza chefiava o plantão daquela emergência (vazia e calma, por sinal) ouviu o meu pedido, simplesmente me disse, com ar de nojo: "aqui não é lugar de pegar prontuário, aqui é emergência, tem de procurar o médico assistente dele". Nem discuti: médico-assistente? NO SUS? Num sábado pós natal? Hahahahha. Esta médica é comediante, não deve ter pai nem mãe, a infeliz.
Como se vê, foi um belo Natal e pós-Natal.
Mas, dona Luci e seo Waldemar estavam aqui em casa, eu cuidando dos dois, tudo andava bem. Até que, há duas noites, começou o cutuco: minha mãe querendo ir para casa, claro. E eu segurando. Pelas 11 da noite, ela que ama frutas, resolveu comer um pêssego (queria tomar café, mas se deu conta que para a pressão arterial não era uma boa), e entregou uma inocente frutinha para meu pai. Detalhe: andamos, eu e minha filha, cortando até carne para ele, porque ele não tem mais noção de tamanho, e engole uma garfada após a outra e a carne bota inteira na boca, se deixar. Só que minha mãe acha estes cuidados exagerados e entregou o pêssego inteiro para seo Waldemar.
Eu estava no computador, respondendo mails, ele do meu lado. Só ouvi quando ele disse ao Occhi, meu cachorro que está com lesão hepática, sob tratamento severo: "Olha, danado, tu não devia comer isso". Me virei, a tempo de ver Occhi lambendo os beiços.
Perguntei: "Pai, tu deste pêssego pro Occhi?"
E ele: "Tá louca, claro que não!"
Olhei para a mão dele: nem sinal do caroço do pêssego, só um pedaço de guardanapo de papel. Chamei minha mãe. Ela confirmou que entregara o pêssego inteiro.
Pensei: o velho engoliu o caroço. Mas então porque ele disse o que disse pro cachorro que, afinal, eu vi se lambendo?
Bom. Pandemônio formado. Ele negando tudo, a mãe se culpando por ter inventado de comer a fruta, ele furioso, gritando com todo mundo (anda hiperagressivo) e eu olhando o cachorro e pensando: deu pra ele! Imagine um caroço de pêssego no intestino de uma pessoa, quanto mais de um animalzinho.
Tomei um rivotril inteiro e resolvi apagar. No outro dia, minha mãe levantou dedidida a ir embora. O Occhi ameaçava vomitar e não conseguia.
Levei o casal-dureza para casa, varri, lavei casa inteira, varri e lavei calçada e, quando estava no fim da faxina, num banho de suor que assustava até carroceiro que passasse na rua, o celular tocou. Era meu filho, contando: Mãe, o Occhi vomitou um caroço de pêssego.
Pra encurtar o dramalhão: o Occhi está bem, passou o dia comendo papinha porque machucou o esôfago e acho que a sorte é que o caroço não desceu, ficou por ali mesmo.
Como ele dormiu com isso? Não sei. Ficou com o troço entalado até meio dia.
Seria cômico se não fosse trágico, né?
Agora, estamos assim.
Me recolhi aos costumes.
Falo por telefone. Dona Luci sabe que estou aqui se precisar, sabe o que tem e a gravidade. Está lúcida. Eu não tenho como amarrar alguém na minha perna e não sei fazer o gênero durona, que grita, sapateia, e faz o outro fazer o que quer.
Não sou Deus.
Não sei fazer milagres.
Se tiver de correr para emergência, corremos de novo.
E hoje lembrei de um filme que amo, que se chama Stanno tutti bene, do Giuseppe Tornatore, um dos últimos filmes que fez o maravilhoso Marcelo Mastroianni. Mostra a viagem de um viúvo de sua cidadezinha até a casa dos filhos, sua perplexidade com a vida que ele não conhece, e a volta para sua solidão.
Esta cena abaixo pode parecer triste demais para muitos.
Para mim ela é linda, de uma profunda e misteriosa alegria - a alegria dos velhos que se descobrem plenos, quites com a vida, com suas responsabilidades, sem ter de provar nada nem a eles nem a ninguém.
Queria que minha mãe e meu pai tivessem esta sensação. Mas, como já disse, não sou milagreira.
Já comprei meu Rescue, hoje, tomei mais uma dose única da minha homeopatia pra não perder a voz de estresse de novo e vou tocar minha vida.
Porque hoje é 30 de dezembro de 2008, mais uma folha do calendário está virando e eu tenho de cumprir minha sina.
Como todos vocês.
Então, beijo-os todos e até o ano que vem.
Porque, mais ou menos felizes, mais ou menos sãos, mais ou menos endinheirados, mais ou menos esperançosos, estamos todos bem.
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Author: maristela
•Sábado, Dezembro 27, 2008
Queridos amigos.
Hoje é sábado, meus pais voltaram para minha casa, a contragosto, mas minha mãe, ontem, voltou a ter tonturas e fomos ao Instituto do Coração e, claro, há novos diagnósticos porque, parece, que hoje é moda, cada médico diz uma coisa. A cardiologista da emergência foi uma gracinha, como diria Hebe, mas primeiro me disse que, mesmo com lesão acusada pelo eletrocardiograma, minha mãe não pode ser paciente do Instituto do Coração porque ali é caso para gente muiiiiiiiiiiiiiiiiiiito pior, tipo esperando transplante e tal, e que o local não comporta todo mundo.
Primeiro, disse que procurássemos um clínico geral. Mandou aplicar um remédio para baixar a pressão e outro para enjôo. Ao final, mandou que mamãe fosse ao otorrino, pois pode te problemas de labiritintite!
E agor? NO Cruz Azul, o médico mandou para o Cardiologia, urgente.
No Cardiologia, primeiro a atendente, de ressaca pós-natalina, já foi avisando que ali era emergência e que tinha que ir ao posto de saúde. Depois, a médica, querida e atenciosa, que chegou a citar sua avozinha, disse que era para levar ao clínico geral e depois ao otorrino.
O que vocês me dizem?
Como podem ver, estou terminando o ano numa alegria incontida.
Então, como já escrevi tanto post amargo, insuportável, que deixa as pessoas tristes, prefiro encerrar este por aqui.
Me desculpando com gente que queria homenagear, como Lula Luiz Martins, Sônia Mascaro, Sonia Regly, Graziana, Hermenauta, Márcia, Hugo, Lu, Virginie, Cláudio, Cláudia Pit, tantos outros, Ana Corina mas não tenho condições. Fiquem com meu carinho.
E minha tentativa desesperada de esperança de que 2009 seja mais amiguinho prá mim.
Vou ficar uns dias fora do ar.
Quando o poeirão baixar (se..), voltarei.
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Author: maristela
•Quinta-feira, Dezembro 25, 2008
Então, hoje, 25, data escolhida pela Santa Madre Igreja, em um dos seus muitos concílios para dizer o dia em que um tal Jesus Cristo nasceu, vou contar a vocês como foi minha véspera desta data que, ao menos na teoria, deveria ser de absoluta serenidade e alegria.
Meio-dia. Estou pela casa. Voltei do passeio com Dodô e Occhi. Está abafado em Porto Alegre. Mas estou feliz: meu filho veio de São Paulo, Manu breve estará aqui, vinda do seu trabalho, a ceiazinha modesta está encomendada e contrariando meus propósitos de não comprar nenhum presentinho, no dia anterior eu saí do homeopata onde fui ver a razão de ter perdido a voz e passei numa feirinha, num grande super, depois num shopping e zás: voltei à minha imensa incoerência.
Então, é dia 24, são 12h e pouco e tudo está bem? Será? Um cutuco estranho, telefono para a casa de meus velhos. Chama uma, duas, dez vezes. Nada. Ligo de novo. E de novo. Ué? Esta é a hora em que almoçam e jamais minha mãe sai e deixa meu pai sozinho ao meio dia, hora de seus remédios e tal.
Manu chega. Peço que telefone. E já vou pensando em pegar o carro: algo está estranho. Minha filha consegue falar com a avó que atende, estranhamente, pelo celular, dizendo que andou mexendo nos móveis e desconectou o telefone. E que está melhor.
Melhor como? Ah, tem alguma tontura mas parou de vomitar. Nem entro na conversa. Vou me arrumando e dizendo pra Manu ir convencendo a teimosíssima e brava dona Luci que tem de ir a uma emergência ver a pressão. Para minha surpresa, ela ACEITA! Sim! Minha mãe de 80 anos que há uns 45 não pisa em consultório para ela mesma e só acompanha meu pai quando é obrigada em hospital ou consulta.
Peço socorro a Lourenço que me encontra na casa dos velhos. Manu fica com meu pai (8 AVCs, quimio de próstata, alzheimer, parkinson etc) e vamos para o Pronto Socorro Cruz Azul, já que dona Luci, mal do jeito que está, diz que não quer ir para a Santa Casa porque vão querer que ela fique hospitalizada. ÔPA! Se ela diz, é que está mal mesmo.
Encurtando a história: ela estava à beira de um sangramento cerebral, com pressão em 27 por 11. Viram bem? VINTE E SETE POR 11.
Ficamos lá das 13h até 18. A pressão custando a ceder. A tontura insistente, mesmo com um colar para a cervical.
Juro a vocês: eu NUNCA VIRA MINHA MÃE ASSIM, ENTREGUE, PEDINDO PRA FICAR DORMINDO UM POUCO MAIS NA PEQUENA CTI.
Não sei como cada um de quem me lê enfrenta uma coisa assim. Mas nunca vou esquecer de ver aquela velhinha de cabelo branco, pequenininha, numa cama que parecia imensa pra ela, concordando com tudo o que as abençoadas enfermeiras e assistentes e o médico, maravilhoso, dr. Ciro, lhe dizia.
Não era real. Era um sonho ruim. Não era minha mãe ali. Minha mãe sobe em pitangueira pra podar galhos. Caminha ligeiro rua afora para comprar remédios e ir ao super, porque não quer que a gente vá e, "afinal, não sou inútil", como adora dizer. Minha mãe se cura com chás e rezas. E salmoura, como fazia sua mãe, dona Zeca.
Não. Aquela vovozinha afundada na cama branca da CTI não é minha mãe. É um clone que ficou doente. E quase morreu. Na véspera de Natal.
Claro que fazia semanas que ela estava com tonturas. Mas ái de quem comentasse - pode ser pressão. "Não tenho nada de pressão. É do fígado".
Claro que ela estava vomitando e tonta havia dias. Mas imagina que ia se queixar disso dias antes do neto amado chegar para visita.
O eletrocardiograma indicou uma lesão, antiga. Sabem o que ela disse quando soube: ah, se é antiga, deixa lá, não vai mudar!
Essa é minha mãe. Que, depois de várias tentativas de se levantar (sozinha), fechar a sandália (sozinha, baixando a cabeça), caminhar pelo quarto do hospital mais de uma vez, enfim, pediu pra deitar, botar um lençolzinho por cima e apagar a luz pra ela dormir mais um pouco!
Eu e Lourenço a deixamos ali, para ir pegar o danado do peru e as tortas - porque o médico, com bom senso, disse que se a gente suspendesse tudo ela iria se sentir culpada. Imaginem a cena de eu carregando doces e uma ceia, embaixo de chuva, chorando rua afora, pensando em minha mãe, aquela forte Luci, sozinha, numa caminha de CTI na véspera do Natal.
Por volta de oito da noite, nos ligaram, que ela estava liberada. Feliz da vida, saiu acenando para todos, desejando feliz natal e, embaixo do braço, a coleira branca - "Imagina se vou chegar em casa pros vizinhos perguntarem o que é essa coleira!".
Enfim. Fizemos o Natal na casa dela. Trocamos presentes. Rimos. Fizemos troça do que aconteceu. Ela prometeu que vai seguir o conselho do médico de "cuidar dela mesma, investir nela mesma". À meia-noite, já ceados e serenos, viemos todos para minha casa, o que ela só aceitou porque ameacei dormir na frente do apartamento dela, na rua, com os cachorros se não pudesse cuidar dela pelo menos nesta noite.
HOje, estão os dois aqui.
Enquanto teclo estas linhas, neste cenário novo que a Grace querida fez pra mim de presente, a casa está em silêncio.
Meu pai, dorme no meu quarto.
Manu, no dela.
Minha mãe, no sofá da sala.
Occhi e Dodô, aos meus pés, aqui na salinha do computador que já foi quarto do Lou.
Este Natal será, sempre, antagônico em seu significado: terrível, pelo susto, e maravilhoso, pelo resultado.
Um Natal que faz com se repense cada gesto, cada palavra, cada pensamento.
Embora, claro, eu já tenha dito parte de minha cota de palavrões, falado mal de metade daqueles com quem antipatizo, me queixado de um monte de coisas.
Afinal, ninguém muda de uma hora pra outra. Nem com um cagaço deste tamanho.
Mas é este o Natal em que, a palavra maior, foi e será, para sempre, OBRIGADA, MEU JESUS, seja você quem for, tenha nascido ou não neste dia, esteja aqui ou além, seja apenas mito ou além da realidade.
OBRIGADA!
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Author: maristela
•Terça-feira, Dezembro 23, 2008

Ah, esses dois!
Nilton Filho. Hyro Mattos.
Quando digo que somos irmãos, Nilton me corrige: não, irmão nem sempre é amigo como a gente é.
Tenho de concordar.
Nos aproximamos por causa do teatro e passamos meses sem nos ver, mas jamais nos deixamos.
Adoro estas duas pessoas que com certeza não são do círculo espiritual da Terra. Eles vieram de outras galáxias, porque não se enquadram, em definitivo, na mesquinhez, na pequenez e na ignorância da maioria dos terráqueos.
Tenho a honra de fazer parte da vida deles.
Mais não falo, porque é supérfluo.
Em reverenciando os dois, reverencio Carlos Paixão, Julinha Zoraide e Sueli, do clã e meus afetos eternos.
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Author: maristela
•Terça-feira, Dezembro 23, 2008

A Ana veio através da Rosa. E tem a coragem de dizer, lá no Roccana, que ela é apenas uma guria de Lavras! Vocês, por acaso, conhecem Lavras? Sabem a importância desta terra para o Rio Grande? Para o Brasil?  Para o mundo? 
Quanto mais não fosse porque tem lá uma guria inteligente, simpática, educadésima, criativa, inquieta e que tem um grannnnnnnde amor chamado Joaquim,  além dos filhos, é claro.
Mas o que me encanta nela, que também faz poesias e eu morro de ciúmes porque acho difícil pra caramba de fazer e de ler (a maior parte, claro), é esta paixão madura que ela escancara e faz a gente feliz por tabela.
Se tem gente mais nova casando graças aos blogs, como Mário Leal e Cris Penaforte, Ana reencontrou seu Joaquim há algum tempo e curte a paixão exibida em cenas domésticas que parecem saídas de filmes americanos da década de 50: companheiro na cozinha, fazendo bolo, ela toda besta, a cara que é pura felicidade!
Nada como mulher bem amada pra iluminar uma foto.
Então, lembrando a Ana, eu lembro a capacidade de amar que não tem idade, não tem separação tempo-espaço, simplesmente existe.
E deve ser desfrutada segundo a segundo.
Realmente, Burt Bacharat tem razão: Do que o mundo precisa é amor


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•Terça-feira, Dezembro 23, 2008


Sei não, mas acho que, num primeiro momento, me apeguei com o Leda porque ele me lembra muito, fisicamente, o Ayrton Senna (vejam a fotinho no blog). E claro, que, rebelde sem causa como sou, adorei o nome: Mundiota! 
Pois olha que moço sério! Preocupado com o planeta. Mas dando espaço e tempo também pra algumas bobagens pra gente rir porque o pobre do fígado não pode ficar tão oprimido, também, com tudo que é coisa preocupante neste mundo!
Além de tudo, o Leda é de Bauru. Uma cidade que, pruma glutona como eu, que adora pão, lembra um lanche que eu adoro.
Pensando bem: se Elvis não morreu, será que o Leda não é merrrrmo o Senna, disfarçado de analista de sistema?

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Author: maristela
•Terça-feira, Dezembro 23, 2008



Como é que pode, meus deuses, alguém usar um bicho tão casca-dura, tão lento, tão sem ângulo e aparentemente sem afeto como símbolo pra um blog? A Lucy pode!
Seu Hippos é o que tem de lindo e leve graficamente. E mais: é bonito editorialmente, pelo conteúdo, pela espontânea ligação desta criatura com o mundo.
Vou contar um segredo guardado a sete chaves aqui (será??): Lucy Lacey faz parte de uma confraria das Três Mosqueteiras: ela, Betty e Yvonne. Junto com uma D'Artagnan tinhosa que se chama Grace.
Os mosquetes destas damas são a palavra, a força da união e a crença na verdade.
Chega ou querem mais?
E morra quem quiser de inveja: elas gostam de mim!
Então, este ano que teve tanto momento-c... (elas sabem o que é) prá mim, não tá perdido.
Estou treinando, diariamente, para entrar no time das Mosqueteiras.
Claro que os babados da camisa me atrapalham um pouco, e aquele chapéu
com pena entrando no nariz, affe!
Mas vou conseguir.
Também estou tentando aprender a dançar a polka com o hipopótamo, feito Lucy e seus cachinhos na vida anterior. Mas quando ele pisa no meu pé, dóiiiiiiiiiiiiiiiiiiii
Acho que este do desenho é mais levinho!
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Author: maristela
•Segunda-feira, Dezembro 22, 2008
Adriana. Até entrevista com ela eu fiz, para o Jornal do Comércio e seu caderno feminino e, infelizmente, não foi publicada, assim como outras dez que fiz com gente boa do mundo dos blogs. Azar do Jornal do Comércio. Teria oferecido a seus leitores uma história linda, de superação, de uma mulher que atravessou o oceano para viver na Espanha, com toda a família. Nestas situações em que tantas mulheres precisam ter coragem e fé e, sem muita escolha, começar tudo de novo numa terra estranha.
Pois Adriana foi, viu e venceu. Hoje, sua vida tem outros contornos.
Ela chegou a abandonar o blog, mas lambeu as feridas e voltou, renascida.
A característica que mais me impressionou em Adriana, desde que a roubei na lista do Sean, foi a delicadeza. E ela continua assim, o que, convenhamos, nos dias que correm, não é atributo para qualquer mulher. Viver e ser feliz. Quem não quer isso?
Adriana está tentando. E está conseguindo, tenho certeza.
Ela sempre termina seus comentários com um gentil "com beijinhos do outro lado do Oceano".
Aqui vão muitos beijinhos deste lado do mundo que, na verdade, não tem lado. Só o lado da fraternidade, que é o que pode nos salvar.
Com, carinho, para usted, Antonio Gades, que, gracias a Diós, pude ver numa apresentação em Porto Alegre.
Besos, Adriana.


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•Segunda-feira, Dezembro 22, 2008


Oscar é gaúcho. Está lá no outro lado do Brasil, mas não adianta: é daqui, dos pampas. Talvez por isso, por ter nascido nestes pampas indômitos (hehehe), este cara goste de se espraiar tanto. Ele faz parte de um grupo que tem imensa afinidade com o Todo Poderoso ao menos no que diz respeito à onipresença: a gente se vira pra qualquer possibilidade de ser virtual e quem está lá: Oscar Luiz, o incansável.
Foi dos primeiros a prestigiar este blog, e só queria que ele contasse como faz pra ter tempo para tanta coisa. Inclusive trabalhar.
Sempre que eu consigo obter este elemento-chave chamado tempo, visito um dos blogs do Oscar. Não tanto quanto gostaria e sei que ele andou me botando numa lista que diz assim: os que visito mas não me linkam.
Ó, seu Oscar (conhece esta música? é um clássico da mpb) - as vezes eu me irrito com quem faz como eu e não me visita e tiro o link. Depois, boto o link. E por aí vai. Mas você é um cara que merece destaque pelo uso total da internet.
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Author: maristela
•Segunda-feira, Dezembro 22, 2008


Bill. Bill Falcão. Algo como Bond. James de bonde, de ônibus, de foguete no mundo da lua daquele Jornal da Lua lá que mesmo sendo debochado até o último pelinho pubiano é terno como um gatinho, muitas vezes. (ah, consegui fazer uma frase mais fresca do que o Priscila Rainha do Deserto inteiro!).
Como, a estas alturas, se o patrão não o tiver amarrado ao pé da mesa, ele deve estar já escondido pra não ver, ouvir ou pensar em nada de Natal, nem vai ler este post. Azar. Tá feito. E, um dia, ele vai ter de engolir. Com ou sem peru. Ou chester, sei lá.
Falando sério (hahaha): esse sujeito é indispensável para meu fígado funcionar bem. Quando a coisa tá virando bilis pura, vou lá. Não tem paradigma (ahá, consegui puxar um termo dazelite!) pro Bill, primeiro e único. Embora a família toda seja boa na área das letrinhas, ele é meu mais querido dos Japiassu.
Enfeitar estas mal traçadas como?
Toma, Bill!
Você vai ter de ver, ouvir e duvido que consiga esconder as lágrimas que, em algum lugar deste corpinho, se ocultam.
Duvido que não se comova com a mensagem que Santa Claus deixou pra você lá da Lua.
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Author: maristela
•Segunda-feira, Dezembro 22, 2008
Como todos sabem, a tal da blogosfera (êta, nome besta!) tem gente de todo tipo: malandra, superséria, técnica, objetiva, gozadora, abobalhada, abobada, sacana, falsa, fiel, descolada, alienada, engajada. Quando soube de uma mulherzinha pequenininha, nordestina, toda metida a lidar com questões sociais e enfezada que é uma coisa, e ainda por cima com nome estrangeiro, torci meu nariz de gaúcha de faca na bota! Ora, Grace Olsson. E ainda se dava o desplante de ter casado com um sueco. E de ficar viajando pra cá e pra lá. E tratar com familiaridade as questões doídas de mama áfrica. Que metida! E tinha gente ainda defendendo a tal da Grace de ter sido alvo de comentários negativos e mtal.
Pois Grace não era nem é metida. Não é besta nem exibicionista. É simplesmente rara.
E vou parar de botar adjetivos aqui porque quem não conhece o blog dela e o trabalho dela e a atitude dela não tá com nada.
O raio é achar ilustração pra homenagear a criatura!
Usar fotos dela, é chover no molhado.
Encontrar um grafismo, é correr o risco de ficar ridícula, porque olhem só o que é o layout do blog, o pinheirinho de Natal de botões!
Publicar algum texto de um grande escritor falando das injustiças e dos doidos sem medo que, como Grace, não baixam a crista tentando melhorar um pedaço que seja desse mundo, é pouco.
Aí, achei esta música que a Marisa Monte canta, e fala de um Vilarejo, e é um alerta de esperança pro mundo.
Como Grace.

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•Segunda-feira, Dezembro 22, 2008
Como todos sabem, a tal da blogosfera (êta, nome besta!) tem gente de todo tipo: malandra, superséria, técnica, objetiva, gozadora, abobalhada, abobada, sacana, falsa, fiel, descolada, alienada, engajada. Quando soube de uma mulherzinha pequenininha, nordestina, toda metida a lidar com questões sociais e enfezada que é uma coisa, e ainda por cima com nome estrangeiro, torci meu nariz de gaúcha de faca na bota! Ora, Grace Olsson. E ainda se dava o desplante de ter casado com um sueco. E de ficar viajando pra cá e pra lá. E tratar com familiaridade as questões doídas de mama áfrica. Que metida! E tinha gente ainda defendendo a tal da Grace de ter sido alvo de comentários negativos e mtal.
Pois Grace não era nem é metida. Não é besta nem exibicionista. É simplesmente rara.
E vou parar de botar adjetivos aqui porque quem não conhece o blog dela e o trabalho dela e a atitude dela não tá com nada.
O raio é achar ilustração pra homenagear a criatura!
Usar fotos dela, é chover no molhado.
Encontrar um grafismo, é correr o risco de ficar ridícula, porque olhem só o que é o layout do blog, o pinheirinho de Natal de botões!
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Author: maristela
•Segunda-feira, Dezembro 22, 2008
Quando entrei no bloggente da Yvonne, pela primeira vez, e vi a ilustração daquele mulherão que, na época, tinha por lá, pensei cá comigo: essas amigas do Bill! Deve ser daqueles blogs feitos por quem se acha femme-fatale, cheio de autoreferências elogiosas e tal. Danada, essa Yvonne: me enganou direitinho.
Além de estilo jornalístico, o que ela escreve é memorialismo sem piedade própria, e os pedaços que ela vai revelando, enquanto comenta as coisas da mundanidade, mostra o quanto é bem informada e crítica "pero sin perder la ternura jamas" (embora eu tenha un poquito de nojo do dono desta frase, gosto dela, se é que é do tal de Che Guevara mesmo...) e levei um susto quando ela disse que ia parar de escrever.
Yvonne tem textos exemplares, como este em que ela fala sobre consumo consciente e este sobre blogagens coletivas. 
Com o tempo, aprendi que todo mundo, volta e meia, tem seus pitís e precisa sair um pouco fora deste mundo virtual que nos interliga.
Agora, pra deixar a gente bem no clima de derrete gêlo de Natal, ela postou um vídeo da formatura do neto no youtube, o Gabriel, um senhor diplomado em Berçário 2 e que, segundo ela, "é o sofredor ao lado da professora que não deixou ele extravasar". Só a Yvonne mesmo. 
Ele e o seu sorrisão dono do mundo, meio-francesa, mulher fantástica que tem me feito rir mesmo quando só quero enfiar a cabeça embaixo do travesseiro e apagar a luz. Um dia, Papai do Céu vai me ajudar, e volto ao Espírito Santo só pra conhecer a Yvonne e Guarapari.


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Author: maristela
•Domingo, Dezembro 21, 2008
Odele. Eu queria achar a maneira menos vaga, vazia, besta, pollyana e comum de te dizer Feliz Natal, especialmente depois de ler teu justo post sobre os 21 anos de Flavia, comemorados junto com o teu próprio, dia 16 passado. Aliás, eu estava deixando para mais adiante a tua homenagem, bem pro fim da  que estou fazendo a meus amigos da lista de blogs linkados, para tentar, quem sabe, nem precisar nada a não ser publicar aqui a decisão judicial que vai dirimir um pouco toda a injustiça desta situação que vocês estão vivendo há quase 11 anos.
Hoje, entretanto, um amigo que não vejo há alguns anos, e que já enfrentou a perda de um filho e mesmo assim vive nos incentivando a manter a fé e a esperança, me enviou um mail. Neste mail ele diz: Pessoal !!! Estava a procura de uma mensagem que pudesse transmitir tudo que gostaria de falar...DIANTE DE TANTAS DIFICULDADES, TANTOS DESAFIOS.................BE BRAVE !!!!!!!!!!!PAZ E MUITAS FELICIDADES A TODOS........."
Confesso que pensei: putz, um videozinho, sabe Deus se longo, tem de baixar, vai que não bate com os sentimentos da gente. 
Enfim, aquela coisa de má vontade mesmo e até saturação de tanta mensagem que se recebe.
Mas fui olhar. 
E realmente, agora sou eu que te digo (agradecendo ao amigo cujo nome não divulgo porque não pedi a ele permissão, por ter encontrado esta mensagem para nós, sem saber da minha procura): be brave!

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Author: maristela
•Sábado, Dezembro 20, 2008
Tem gente que surge na nossa vida, nos ajuda, nos encanta, nos ajuda a passar temporadas ruins ouvindo nossas encheções de saco pelo msn, nos salva do aperto na hora de colocar algum gadget no blog (mesmo quando a gente nem sabe o que é gadget) e, depois, puff, some.
Chawca é um desses que pintou, conviveu comigo, meses a fio. Soube de seus sucessos, de seus planos, de seu cachorro, de sua casa nova. Até que, um dia, parou de aparecer e, pior, de ir ao blog.
Como tenho saudades reais dele, que nem meus mails retorna, e a última coisa que ele postou é dos Muppets, vou apelar bem apeladamente e colocar uma coisa chorosa para ele.
Um vídeo dos Muppets, mas com o John Denver, de saudosa memória, cantando uma das mais lindas e tristes músicas de Natal que eu conheço.
Pode ser que assim este guri dê sinal de vida.
E, fica sabendo, seu Chawca (olha que conto o nome!!!) que se seu ouvido não é penico, o coração de seus amigos também não é, viu?
Beijos na mãe também.

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Author: maristela
•Sábado, Dezembro 20, 2008
Betty. Essa, roubei da lista do Bill. Simplesmente parceira. Das que, como tantos outros deste mundo virtual, hoje freqüentam minha vida via mail e msn. Seu blog é como a vida - diversificado. E como ela gosta de poesia. Seja só para dizer, seja cantada, em forma de letra de música. Ela mesma reconhece que sua vida não existe sem música. Então, por isso, meu Feliz Natal pra Betty em música e tem poesia.

Oração ao tempo

caetano veloso
Composição: Indisponível

És um senhor tão bonito
Quanto a cara do meu filho
Tempo tempo tempo tempo
Vou te fazer um pedido
Tempo tempo tempo tempo...

Compositor de destinos
Tambor de todos os rítmos
Tempo tempo tempo tempo
Entro num acordo contigo
Tempo tempo tempo tempo...

Por seres tão inventivo
E pareceres contínuo
Tempo tempo tempo tempo
És um dos deuses mais lindos
Tempo tempo tempo tempo...

Que sejas ainda mais vivo
No som do meu estribilho
Tempo tempo tempo tempo
Ouve bem o que te digo
Tempo tempo tempo tempo...

Peço-te o prazer legítimo
E o movimento preciso
Tempo tempo tempo tempo
Quando o tempo for propício
Tempo tempo tempo tempo...

De modo que o meu espírito
Ganhe um brilho definido
Tempo tempo tempo tempo
E eu espalhe benefícios
Tempo tempo tempo tempo...

O que usaremos prá isso
Fica guardado em sigilo
Tempo tempo tempo tempo
Apenas contigo e comigo
Tempo tempo tempo tempo...

E quando eu tiver saído
Para fora do teu círculo
Tempo tempo tempo tempo
Não serei nem terás sido
Tempo tempo tempo tempo...

Ainda assim acredito
Ser possível reunirmo-nos
Tempo tempo tempo tempo
Num outro nível de vínculo
Tempo tempo tempo tempo...

Portanto peço-te aquilo
E te ofereço elogios
Tempo tempo tempo tempo
Nas rimas do meu estilo
Tempo tempo tempo tempo...
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Author: maristela
•Sábado, Dezembro 20, 2008
O Marco, batmarko, tem me ensinado muito. Principalmente que é possível usar o tempo para pesquisar, escrever, fazer blog, responder a quem comenta e ainda atuar numa montagem. E ainda se sair bem numa entrevista com o Jô Soares, que comigo foi um monstro. Mas claro que o Marco é mais simpático e a conversa dele é melhor que a minha. Afinal, ele escreve coisas bonitas e eu fui falar de um livro que se chama Chutando o Balde! O gordo-pavão não gostou, claro.
Mas quero dizer que o Antigas Ternuras é melhor que a música Ternura Antiga, que eu adoro.
Se há um cara que sabe tudo sobre aquelas expressões mais estranhas, tipo dá mais que xuxu na cerca (não, essa não vale), cospido e escarrado (ái que nojo), para inglês ver, é o Marco. Ele estuda. Pesquisa. Escreve com gosto e nos ensina sem ser chato.
Aliás, é dos poucos bloqueiros que escreve longamente, e eu leio com prazer.
Além de tudo, é um gentleman.
Agora, está envolvido com a montagem teatral que traz de volta a figura de Anne Frank. Não sabe quem é?
Então olha este vídeo abaixo.
É pra se dar conta que reclamar de Natal é, no mínimo, ser ingrato com a vida que temos.
ps: espero que ele não se chateie com o Merry Christmas do título. Ele é super pelo nacional. Mas é que escolhi uma marca para minhas homenagens, Marcão. Não leve a mal, pois é quase carnaval. hehehe

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Author: maristela
•Sábado, Dezembro 20, 2008



Essa Vivien é tão, mas tão caprichosa, que a gente abre o blog dela limpando as mãos para não sujar nada, porque tudo está no lugar. O que não quer dizer que ela escreva textos melosos e conformados. Nada disso. Mas sempre me encantou a escolha das ilustrações, o cuidado com as palavras. Baita contadora de histórias, essa Vivien. E fez um post de Natal que me roeu de inveja e me comoveu a ponto de eu enxergar a cena não só do nascimento do Daniel dela mas também dela e os partos de todas estas mulheres fortes da família dela.
Além de tudo, ela tem um banco de dados com imagens de pin ups que deve valer alguns milhares de dólares.
Olha, vou te contar: essa é a Casa da Mãe Joana mais organizada e exigente em relação à freqüência que já existiu.
Fico só pensando o dia em que a gente se encontrar em Sumpaulo - eu adepta do improviso, preguiçosa que ando pras culturas. Ela, mulher da História, organizada, focada. Ih, pobre Sumpaulo.
Como ela já pegou todas as pin ups da internet, e não teria como surpreendê-la, escolhi ilustrar esta petite hommage com esta ilustração da mamãe com seu pequerrucho.
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Author: maristela
•Sábado, Dezembro 20, 2008

Neutron! Quando li, pela primeira vez, o codinome, pensei:ih, deve ser um nerdezinho de merda, um xarope! Mas o nome do blog me puxou (A vida é uma série de tv americana) e fui ler.
Nunca mais parei de entrar lá, cada vez mais encantada.
É um guri.
Que não tem o menor problema em exibir suas feridas assim como mostrar o quanto tem de espirituoso e brigão.
Ele anda meio afastado. Mas é tão bacana que quebrou o jejum pra pedir ajuda pro povo flagelado de Santa Catarina.
Dia desses, via a fotinho dele no gmail. É lindinho.
Não se estranha que a gataria anda miando em volta e ele ande sumido.
Pena que ele não ponha backlink, porque tem um texto dele sobre o avô que me levou e lavou a alma.
Só de braba, roubei a foto dele, pequenininho, como o avô.
E quem ama tanto um avô, é gente especial.
PS: o nome dele eu não revelo. Nem sob tortura!
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Author: maristela
•Sexta-feira, Dezembro 19, 2008

Dou um tempo nas homenagens ao meus amigos e blogueiros para reproduzir, aqui, minha crônica desta sexta-feira, no Coletiva.net.
O começo é sobre coisas da internet. O final, novamente, é uma reclamação relativa ao Banrisul, que considero meu banco, já que é o banco dos gaúchos, tchê.
A imagem acima é a razão da minha mais recente bronca e, segundo Joabel Pereira, meu colega, amigo e competente jornalista assessor direto da governadora Yeda Crusius, as devidas providências serão tomadas.
A idade não me incomoda: tenho 56 anos de que me orgulho. Mas odeio esta hipocrisia da "boa idade", "melhor idade", "terceira idade". Isso é de um preconceito absurdo!
Afinal, quem gosta de pagar conta com um cheque em que está escrito Melhor Idade? Só porque reivindiquei pagar taxa de aposentado, que é menor do que a que eu pagava, ganhei este prêmio, um monumento à burrice, como disse um amigo meu.
Isso não é marketing! É coisa de asno!
Segue a crônica, de título mal-educado.


O que?Já é quase Natal? De novo? Pois foi o mail do Vieira, avisando que este site vai ficar fora do ar até uns diazinhos depois do primeiro dia de 2009 que me dei conta: foi-se 2008. Já vai tarde! Apesar de uma que outra coisa interessante, como ter experimentado vivenciar o Coletiva pelo lado de dentro, por uns meses, mais como chatérrima consertadora de textos do que como editora, que ano xarope!

Pois em vez do balanço pessoal de final de ano, vou me valer de um cara que admiro e com quem me correspondo, e que me deu a honra de citar meu blog hilarius1968 nos seus diferentes espaços virtuais e que é um dos maiores sacadores de web 2.0: Francis Pisani. Jornalista, independente (graças a Deus), inteligente, bem-sucedido, respeitado, nesta sexta-feira, ele lançou uma espécie de provocação sobre o que considerou mais importante em termos de acontecimentos na internet em 2008. Ele enumera e espera que seus milhares de leitores, em especial do Le Monde, onde me abasteço sempre, contribuam com suas sugestões.

Como estou com preguiça de final de ano, vou deixar minhas aprecisações pessoais de lado e apresentar apenas o que Pisani aponta como admiráveis feitos de uso da tecnologia da informação e da comunicação neste ano que termina. E ele começa com o que eu acho realmente o fundamental de todos os fatos: “o uso vitorioso das tecnologias de informação por Obama. Elas tiveram papel-chave em sua vitória e todo mundo vai querer imitá-lo como se tentou imitar Kennedy por seu uso da televisão após sua vitória contra Nixon 1960.”

De fato, Pisani tem razão quando lembra que Obama conseguiu um baita dinheiro graças à multiplicação de pequenas contribuições que permitiram a ele não ter de ficar nas mãos dos graúdos financiadores de campanha. “As esquerdas deveriam admirar, está na hora de trocar seus relógios de pêndulo pelos digitais”, alfineta Pisani. E eu adorei a frase! Amei!

Pisani ainda lembra que Obama também soube usar ferramentas que, em geral, são consideradas só virtuais para mobilizar seus partidários no mundo real, principalmente no dia das eleições: “a sacada foi dar a mensagem totalmente controlada permitindo que cada um se sentisse dono de sua autonomia para decidir”. É bom este Obama, hem, Emanuel Mattos – nós dois obamamos desde a primeira hora, né?

Já quando fala na questão da crise econômica, que Pisani define como de proporções históricas, ele pisa nos calos das empresas do chamado Silicon Valley: “elas vão ter de procurar um pouco mais ligeiro sua próxima mutação ... junto a tecnologias verdes”. Assim. No suspense: com três pontinhos mesmo. Toma! Não quiseram assinar o protocolo de Kyoto, agora vai ter pra todo mundo nos States. Até para as ponto.com.

E, finalmente, Pisani diz que 2008 será, para ele, um ano Twitter: “as melhorias trazidas pelos administradores e principalmente pelos usuários criaram uma ferramenta fascinante que permite estabelecer conversações e publicações de um lado, participação cidadã e trabalho profissional de outro. Após ter descoberto, por exemplo, sua utilidade no momento de uma catástrofe como esta de Mumbai, as mídias vão usar cada vez mais o twitter para cobrir ações importantes”.

Bom, quanto ao Twitter, embora eu tenha conta por lá, pouco entro. Aquela economia de 140 letrinhas é fogo. Vejo muita besteira no twitter, mas sei que nos blogs também tem, enfim. Coisas minhas. Implicâncias.

Antes de encerrar, quero contar que a Ouvidoria do Banrisul, a quem enviei a bronca aqui publicada semana passada sobre a falta de mais capilaridade (e visibilidade) do banco dos gaúchos em São Paulo, inclusive nos caixas 24 horas, foi simpática. Me enviou uma explicação sobre a razão de ainda não ter se instalado no Bourbon de lá etc e tal e insistiu que tem, sim, muito caixa 24 horas com banrisul. Só faltou mandar os endereços e quem tem tempo pra ficar cavocando atrás disso? Por favor! E a moça do Tecban, para quem também escrevi reclamando, já me mandou vários mails dizendo que dá para sacar, sim. Como, se não tem logo do banco nos caixas?Ái, meus deuses! Alô, alô, comunicação social das instituições! Acordem!!!!!

Agora, falando muito sério: para 2009, fica uma sugestão ao marketing do Banrisul: pelo amor de Deus, tirem aquela frase cretina, em negrito, que vem impressa nos cheques dos que optaram, como eu, pelas taxas mais baixas de admistração de conta por estar merecidamente aposentados: Melhor idade é a mãe! Coisa feia isso! Não agrada nem a vovozinha da governadora Yeda, isso eu garanto.

E já tem advogado amigo meu querendo entrar com processo por constrangimento público porque, sinceramente, é de última pagar uma conta com uma folha de cheque que usa, como tatuagem, uma frase absurda como essa. A troco de quê, quem está aposentado ou já passou dos 50 tem de exibir sua idade através de uma frase como “Melhor Idade”? O que isso acrescenta? Vamos terminar com essa hipocrisia de melhor idade, boa idade, idoso.  Ninguém coloca em cheque de universitário “jovem”, “garoto”, ou num maior de 21 anos “adulto”. Idade é idade. Chega de rótulo. Ô, Joabel Pereira, dá uma olhada nisso e um puxão de orelhas no “criador”!entro do possível, Feliz Natal e um 2009 com menos idéias burras como esta é o que desejo a todos. 

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Author: maristela
•Sexta-feira, Dezembro 19, 2008

Sean Hagen. Meu amigo. Revisei todo seu blog. Inconformada com tua ausência necessária desde abril passado. Tanta coisa boa escrita. Tanta coisa pra gente polemizar. Nossas diferenças inconciliáveis (ou seria irreconciliáveis? ah,a foda-se!). Tanta, mas tanta vontade de que o tempo voltasse e a Tia estivesse aqui, contigo, com Fariza, como naqueles outros tempos. 
Fui no teu álbum de retratos e não achei mais nada.
A gente se viu tão pouco este ano.
Não só nós dois. Foi, acho, uma peste geral!
Eu sei, a gente se viu semana passada. Falamos por mail. 
Mas o blog tem outra simbologia. É outro mundo.
Quis te telefonar, mas fiquei tão paralisada.
Reproduzo, então, teu último post.
Ali, estacionado numa outra galáxia, parece que esperando que a chuva passe, que venha de novo um sol bom, ameno, aquelas paisagens da Chapada Diamantina, aquelas águas da Bahia.
Não sou de grande valia nesta hora complicada, eu sei.
Mas se ainda não disse, digo agora: nossa amizade não vai ficar congelada. Mesmo que eu me congele tantas vezes por ano. Uma hora, sempre, o frizer desliga. E voltamos ao ponto normal. Que, graças aos céus, não desanda nem fenece.




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Author: maristela
•Sexta-feira, Dezembro 19, 2008


A Rosa, eu roubei, no início da minha vida de blogueira, da lista do Sean, que não bloga mais porque está enfiado até os olhos no doutorado, em especial. Depois, soube, pelas fotos que ela coloca, melhor que repórter, que ela é mãe de uma menina querida, a Patrícia, casada com um músico, Eracy Rocha (cujo único defeito é ser petista de carteirinha, como o Sean), que foram (e, como acredito que a vida continua) continuam sendo amigos do peito da minha querida já ausente Marilene Bertonchelli. Pois eu adoro esta foto que a Rosa colocou na abertura do blog dela e também roubei, desavergonhadamente para este post natalino.
Rosa é generosidade, uma avó enxutésima e além de tudo cozinha coisas maravilhosas - e isso mais do que todas suas qualidades me dá uma puta inveja.
Agora, tá com a patinha meio avariada, por causa de um tombo e de mais um caso de Medicina incompetente.
Mas tenho certeza que, com a coleção de sapatilhas lindinhas que tem, logo estará dançando twist.
E a foto acima foi tirada quando Rosa foi à Disney, com o maridão. Está a cara da Patrícia, ou vice-versa. Ah, os tempos dos lencinhos no cabelo! E lenço com armação, era um pedaço de espuma, bem fininho. A gente achava lindo! Muito usei. Acho que vou convidar a Rosa pra escrever alguma coisa pro Hilarius1968. Ela vai contar coisas muito boas, tenho certeza.


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•Sexta-feira, Dezembro 19, 2008
Emanuel Mattos só tem um defeito: mudou três vezes de endereço, este ano, com seu blog! No mais, é uma das criaturas mais queridas, decentes e competentes do mundo que reencontrei depois de décadas de afastamento.
Jornalista, que sofreu na carne injustiça de seus colegas que o expuseram à execração pública, soube dar a volta por cima e hoje é referência também na chamada postura pessoal, intimorata, assumindo sua vida ao melhor estilo deixa que digam, que pensem que falem, deixa isso pra lá...
Pois o Emanuel, como eu, foi dos primeiros cá nestes pagos a afirmar que o Obama ia ser presidente dos Estados Unidos. Chegou a fazer contato e a se corresponder com o comitê do cara nos States.
Pois em sua homenagem eu vou postar aqui dois vídeos.
Um, do Wilson Simonal, que pra mim foi um cara também sacaneado pelas esquerdas com a acusação de ter sido dedo-duro ou coisa pior no tempo do regime militar. Acabaram com a vida do Simonal, e hoje incensam tanto filho da puta que rouba e é calhorda. Mas isso, é a maioria da tal esquerda brasileira, Lula e sua gangue de Josés Dirceus da vida.
Pois bem. Simonal canta Tributo a Martin Luther King e explica a razão de ter criado a música, dedicando a seu filho, cujo nome não diz. Era 1960 e poucos.
A seguir, vai o vídeo do Simoninha cantando a mesma música.
Um beijo, Emanuel, meu querido amigo blogueiro.




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•Sexta-feira, Dezembro 19, 2008


O
Miguel Eibel me chegou atraés da Ana Corina, Mãe de Cachorro, no blog da dodô que eu encerrei faz pouco, desiludida com a maldade dos meus vizinhos. Mas ficou de bom esta amizade. O Miguel é gente boa, querido demais. E a ele homenageio com esta foto do salvamento de um cão flagelado.
Pra mim, é sinal de que o Natal ainda tem salvação.

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•Sexta-feira, Dezembro 19, 2008


Então, aquecendo os tamborins para o Natal (ôpa! estou confundindo com carnaval), mais uma homenagem a um blogueiro amigo.  Desta vez, o Tacho, esta criatura de boa alma, bom traço, bom deboche, que me mandou este cartum aí por mail com votos de feliz natal. Prá ver como ele é debochado, este sacana.
Mas vale a pena ir lá no Planetacho.
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Author: maristela
•Sexta-feira, Dezembro 19, 2008
Gente
É quase Natal.
E eu, egoísta, envolvida com meu umbigo, a doença do meu cachorro Occhi, o bilhete anônimo dos sem-caráter do meu edifício, esqueci de dar um beijo na Odele e na Flávia, que aniversariaram dia 16.
FELICIDADES, ODELE, FLÁVIA. QUE DEUS REALMENTE MOSTRE QUE EXISTA E MUDE ESTE QUADRO PRA VOCÊS.
Deixo aqui estas fotos roubadas do Mr. Teeth.
Prá mim elas mostram tudo o que prezo e que, infelizmente, está me faltando no círculo em que estou no momento vivendo: solidariedade, confiança, boa-fé, respeito, amor.

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Author: maristela
•Terça-feira, Dezembro 16, 2008

É

Deus não tem forma
Mas Deus não se conforma
Com a forma como as coisas vão
Deus não tem limite
Não quer dizer que não se irrite
Com o rumo da criação em vão

Eo homem que tudo tem e não tem Deus
Não entendeu nada e ainda não se entendeu

Deus não tem endereço
Não tem fim, não tem começo
Deus não envelhece
Deus não se parece
Deus não tem caldendário
Não tem língua ou dicionário
Deus não prefere
Não castiga nem fere

Deus não marca hora
Deus não chega ou vai embora
Deus não tem fronteira
Não tem lado nem bandeira
Deus não está
Deus não foi e nem será
Pra quem tem fé, pra quem tem fé
Deus é

O autor deste poema exemplar é Marcelo Quintanilha. Musicado, ainda melhor: está no CD Quinto, em que meu filho Lourenço também toca, com produção do Serginho Rezende, também na bateria, mais Felipe Roseno na percussão, e Magno Vito no baixo elétrico e acústico.
Taí um belo CD para dar de Natal, Ano Novo, Ano Velho, para amigos que a gente quer manter e para inimigos a quem a gente quer dizer que a vida é boa e que eles não enxergam.
O Quintanilha tem um site, que é, além de tudo, graficamente lindo, porque o cara também entende de traços, cores e pontinhos.
E, para ninguém ficar pensando que só porque ele escreveu sobre Deus, é beato ou dono de alguma igreja, vai aqui a música-deboche que ele fez e está bombando no youtube, produzida pelo Serginho e pelo Magno. E que não tem nada a ver com o CD Quinto.

(Depois de todos os episódios aqui, em casa, envolvendo meus cachorros e moi, eu precisava de um pouco de riso na vida). 





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Author: maristela
•Domingo, Dezembro 14, 2008

Realmente, ficará para este jornalista, sabe-se lá que medíocre ou se de fato é jornalista, do Iraque, o prêmio hilário do ano: jogar os sapatos na cara de Bush é, antes de um ato corajoso, ou protesto brilhante, uma idéia das mais engraçadas.
Inspirada pela sapatada do moço iraquiano, fiquei eu aqui a sonhar com o dia em que os coleguinhas, presentes a todas as coletivas do nosso inspirado estadista Lula, passarem a protestar a cada asneira que ele despeja dos palcos da vida em que anda - e como tem andado.
Imaginei o seguinte: para cada erro de português que ele cometer, vale uma mule de salto bem afiado e, em vez da palavra cão, usar-se a palavra burro. Claro que quem deve jogar o sapato é uma jornalista. Não fica bem os meninos andarem de mule por aí.
Quando tiver aqueles rompantes de ser a cereja do bolo, em vez de mule, o bom seria jogar um tamanco, daqueles de base de madeira, mesmo, de preferência com cocô de vaca grudado em baixo. Porque todos conhecem o ditado: mais grudado que merda nas tamancas. Para a xingação, pode usar palhaço, mesmo, que fica de bom tamanho.
Já para as diarréias verbais lulistas sobre a crise e o uso de expressões como "sifu" ditas para este povão que o idolatra, nada melhor seria do que um nobre colega das mídias jogar, com pontaria por favor, uma bota velha, destas usadas para cobrir enchentes e quetais. A palavra xingatória? Bem, vejamos: que tal bagaceiro-mór?
Agora, em ocasiões mais solenes, com direito a autoridades de outros países, tipo ministros ou até presidentes, convém usar de finesse: as meninas jornalistas podem atirar seu par de sandálias salto sete, levinhas mas cumpridoras e gritar, antes que os seguranças as deponham no chão, "porque não te calas?" Aos meninos, solicita-se um chulezendo par de sandálias do tipo franciscano (ainda existem), daquelas em que nem mesmo o gato de casa se atreve a fazer xixi. A palavra de ordem? Já prá fábrica, pé de chinelo.
Caso haja um encontro entre Bush e Lula, a situação se complica, porque, com certeza, vai faltar sapato pra jogar e os seguranças vão exigir todo mundo de pé descalço. O que não impede de usar meias sem lavar há dois meses e, com elas, fazer bolinhas que podem ser graciosamente arremessadas, ao mesmo tempo, sob o coro: "chega. chega. chega".
Tudo com muito humor, claro.
Afinal, Lulina Paz e Amor quer mais uns anos de holofotes e não pode ficar botando botox toda hora. Tem de deixar um pouco pra cara-metade que já não passa sem.
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Author: maristela
•Sábado, Dezembro 13, 2008


Madonna, como todo mundo sabe, está cantando, neste domingo, no Rio de Janeiro, 15 anos depois de ter-se apresentado no Brasil.
Claro que eu gostaria de estar lá, ou em São Paulo. Mas para ver de perto, como vi, aqui em Porto Alegre, em diferentes épocas da minha vida, Mikhail Baryshnikov, Steve Wonder, A-Ha (o Morten Harket com uma calça tão, mas tão colada, que dava para ler a etiqueta), Roland Orzabal(do Tears for Fears), Dire Straits, entre outros e, claro, Mick Hucknall, na minha loucura de 2003 quando fui a Paris para ver o show que perdera aqui por causa de uma maldita viagem profissional à Argentina.
Mas não vou ver Madonna. Nem sou fã de carteirinha, mas gosto de muitas de suas músicas e até relevo seu desempenho como Evita Perón.
A trajetória de um mito sempre me interessa - amo biografias e, nas periódicas limpas que faço na minha biblioteca, sempre fico com pena de me desfazer deste tipo de literatura, mesmo que não seja um primor de escritura.
Não. Não tenho nada sobre Madonna. Ainda. Mas vou ter. Sempre deixo para comprar em sebos, balaios da Feira do Livro, não tenho pressa. Enquanto isso, vou lendo fragmentadamente o que a Internet oferece.
Hoje lemos letras e imagens, o youtube é uma imagenteca acima de tudo reveladora - as palavras escritas podem inventar, mas a imagem, mesmo levando-se em conta luz, cortes e outros truques permitidos, revela mais. Até no que não expõe.
Bueno.
Ontem, o G1 mostrou Madonna na janela do Copacabana Palace com a filharada. E no youtube já postaram com o melhor de tudo: as observações ou de quem estava com a câmera ou de quem estava pertinho. E o título da postagem é "As quiança da Madonna,gente"!

É hilário! Tanto as conversas em volta da imagem quanto a própria, da diva com a filharada, Lourdes Maria acenando num surto de Sasha, como se fosse ela a cereja do bolo. Esta menininha vai longe!
Encontrei esta montagem aqui abaixo com fotos de Madonna desde "quiancinha". E no youtube tem entrevista até com uma irmã dela, mais bonita que ela por sinal, e uma outra com um entrevistador da MTV cujo cabelo parece uma peruca de bombril!



Há um outro vídeo, looooongo, com mais de 8 minutos, mostrando uma provável primeira apresentação desta hoje cabalística senhora adotante de criancinha abandonada e que é uó, como quase tudo naqueles anos 80. Mas ali ela já mostrava a tendência para usar e abusar de coreografias.
Como já tem vídeo demais neste post, encerro com este, com uma música de que gosto e principalmente para a gente rir da gente mesmo, que viveu o tempo da purpurina, das calças babby, das ombreiras e dos cabelos medonhos, armados, todo mundo querendo ser aquele mulherão do filme Woman in Red e, claro, pagando mico o tempo todo. Viva nós! Não somos Madonna mas estamos aí. E graças a Deus a gente não precisa de tanto make up e retoque na cara para disfarçar o que o tempo faz com todo mundo.
Prestem atenção no chicano que contracena com ela - a danada já era chegada num muchacho moreno!

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Author: maristela
•Sexta-feira, Dezembro 12, 2008

Ao contrário do Mário de Almeida,  que tem lindas e fundas memórias de São Paulo, eu poucas amealhei em minhas várias idas até aquela plantação gigante de edifícios com um ex-rio poluído no meio. Aliás, a mais significativa que me ficou diz respeito ao show Falso Brilhante,  que Elis apresentou, em 1976, acho que no Teatro Bandeirantes. Inesquecível.

Desta vez, tinha planos de ir ao Museu da Língua Portuguesa e na Bienal, mas cadê tempo?  Terminei dando uma volta pelo Sesc Pompéia, que me parece agora mais importante pelo edifício do que pelas atrações, e pelo Memorial da América Latina, com aquela beleza gelada das coisas do ex-comunista e hoje capitalista de carteirinha Oscar Niemeyer. Me senti mareada, sem graça, oprimida até, em meio às construções tecnicamente perfeitas, a cabeça de Simon Bolívar com a boca entreaberta esperando, quiçá, uma beijoca de Hugo Chávez, e aquela mão vermelha brotando do chão como num filme de Stephen King, símbolo já tão extemporâneo e sem a ver com a esquecida militância do centenário e milionário arquiteto, como bem lembrou meu amigo mestre em Jornalismo Sean Hagen, que anda por lá muito mais que eu.

No entanto, São Paulo é São Paulo e a capital que eu explorei, nestes poucos dias, ainda é cheia de casas e das lá chamadas “vilas”, aquelas ruas transversais às avenidas, fechadas por um portão de ferro que busca proteger suas várias residências enfileiradas, coladas umas às outras, sem luxo, mas com solidez e conforto, na chamada Zona Oeste da capital. Um certo ar de cidade do interior ainda habita por ali, em meio a muros cobertos de hera, jardins pequens, e aquelas garagens típicas construídas em frente à residência, com grade até o teto. Não pude deixar de fazer uma comparação entre este casario e as mansões dos Jardins, por onde passei para ir ao Via Funchal, onde assisti, como convidada, à entrega do Marketing Best. Se é inegável o charme do luxo dos casarões que, segundo o motorista de táxi que me levou (e eles sabem tudo) estão perdendo os moradores famosos por razões óbvias, como medo e falta de privacidade, para mim eles nada acrescentam a não ser um ar de imitação da zona “rica”de Miami.

O toque engraçado desta pequena viagem ficou por conta do acento que o grupo Zaffari teve de acrescentar na primeira sílaba da sua grife, pois o paulistano insistia em chamar o supermercado instalado no megaprédio de Zaffári, talvez associando a palavra com safári, vai saber. A decepção ficou pela quase inexistência de Banrisul por lá. O da Avenida Paulista, domingo à tardinha, estava às escuras, sem acesso aos caixas automáticos. E, pior, dentro do imponente Bourbon, cheio de grifes como o delicioso Starbucks, há um espaço vazio com anúncio de que ali haverá Banrisul. Mas faz tempo que o complexo gaúcho ali se instalou e nem um caixa do banco se deram ao trabalho de colocar para conforto dos gaúchos que orgulhosamente vão visitar o local. Como os caixas 24 horas ignoram o Banrisul, quem confia no seu cartão banricompras, como eu, se ferra direto.

No mais, Sampa continua sendo a terra da oportunidade para quem quer trabalhar e tem talento. Com a vantagem da ausência da mesquinharia que caracteriza boa parte dos gaúchos nas relações profissionais.

Conversei com um publicitário, nascido no interior rio-grandense, e que integrava um grupo em que se misturavam chegados de várias partes do Brasil, e nosso sotaque foi o destaque das observações: ele é inconfundível, para o bem e para o mal. Terminaram concordando comigo, quando afirmei que estes pagos, há séculos, produzem gente muito, muito dura, que quer ser amável e até tem fama de hospitaleir mas que tem, no passado, uma triste e vergonhosa história de degola, de brutalidade, de falta de misericórdia e de amor. Oxalá as novas gerações, que não resolverem se refugiar em lugares menos hostis, consigam mudar esse memorial doloroso.

E ainda cantamos: “sirvam, nossas façanhas, de modelo à toda terra”. Credo!

(publicada em Coletiva.net)

 

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Author: maristela
•Quinta-feira, Dezembro 11, 2008
Tem um ditado bastante idiota que diz: "não se chuta cachorro morto".  Eu acho que botar cachorro no lugar de qualquer coisa imprestável é muita sacanagem. Mas me ocorreu esta frase quando fiquei sabendo da morte do ex-marido da Suzana Vieira, o pobre diabo Marcelo Silva. E não quero chutar canalha morto neste espaço.
Eu já havia falado a respeito da separação, do comportamento dele e da atriz, do caso com a estudante que não passa de uma idiota que, não duvidem, amanhã ou depois, vai estar de pernas abertas na Playboy ou nas mais bagaceiras revistas do gênero.
Então, o que eu tinha a falar deste tipo de gente, já falei.
Não vi o programa em que Ana Maria Braga o chamava de mau-caráter e vagabundo mas, embora ache que ela tenha telhado de vidro para falar isso (já que suas escolhas são semelhantes às de Suzana), tenho de concordar: o sujeito morava num apart-hotel, andava de avião para cima e para baixo, podia freqüentar motel. E de onde vinha o dinheiro, se foi expulso da PM? Teria feito um pé de meia com o que ganhou, durante a vida de casado, de Suzana Vieira?
Sei lá!
Me interessa, aqui e agora, falar do pior: das drogas.
Até o momento em que escrevo estas linhas aqui, a suposta causa da morte do zé-ninguém com cara de chinelão que se valeu da carência de uma atriz middle age é overdose de cocaína.
Nada de novo. Quando o cara fez aquele escândalo no motel, logo depois de casado com Suzana, tinha pó na história. Dizem que o sujeito andava gazeteando as aulas de como se livrar desta merda para transar com a vadiazinha de plantão que agora teve "a honra" de assistir à morte do sujeito. 
Fui, sou, serei careta. Opção pessoal.
Sei de famílias destroçadas por causa das drogas.
Assisti, na vizinhança em que morei até casar, lá no IAPI, uma dúzia de ex-companheiros de brincadeiras infantis morrendo, ou por queima de arquivo, ou em briga com a polícia, ou em confronto com outros marginais como os que se tornaram. Na raiz de tudo, a maldição da drogadicção.
Já li muito blá-blá-blá sobre a liberação do uso, a descriminização, o "uso responsável", a citação de países "desenvolvidos" em que a compra e o uso são livres etc etc etc.
Deploro tudo isso. E, como este pobre diabo chamado Marcelo Silva, que só saiu do anonimato porque achou uma carente famosa que fez isso por ele, também é gente, deploro também sua morte e seu vício.
Não perdôo, porém, a entrada de quem quer que seja, neste mundo infernal. Continuo achando que ninguém se deixa viciar, mas o faz porque quer.
Assim é com o álcool. Assim é com o cigarro. Assim é com a maconha, a droga, o lsd, ectasy, e toda esta porcaria que invadiu a vida de todos, ao que parece irremediavelmente.
Sorte de quem tem filhos que não se envolvem com este horror.
Não precisa grandes diplomas, nem ganhar mar de dinheiro. Não sendo drogado, já é uma bênção.
Lamento, acima de tudo, que caras populares e idolatrados continuem balizando o comportamento de muita cabeça fraca neste mundo. Cito o Fábio Assunção porque é o exemplo mais recente de quem se arrebentou na cocaína a ponto de estar se ferrando profissionalmente.
Tem Rita Lee. Tem Cazuza. Ney Matogrosso. Gilberto Gil, que nunca negou que gostava (gostava????) de um baseado. 
Até quando vai esta história de charme de que droga "aumenta a visão artística", "abre janelas para a sensibilidade", "expande a criação", todas estas tolices que engordam as contas dos reis do tráfico?
Semana passada, em São Paulo, assisti a um evento em que o apresentador é jornalista conhecido, tem a cara na telinha, é um senhor de cabelos brancos que ainda conserva alguma coisa de sua beleza. Pois ele subiu ao palco de óculos escuros e se mostrou tão, mas tão enlouquecido por algum produto digamos "alucinante" que era visível o constrangimento de quem teve de dividir o espaço com ele.
Não vou dizer o nome do cara aqui. Para mim, foi uma decepção, confesso a todos. Fiquei pensando em como esse sujeito encara os filhos que ele tem. No exemplo que lhes dá. Em como se olha no espelho e como se vê, depois, de cara limpa, ao ver projetado um vídeo exibindo seu momento-exaltação!
Não tenho mais qualquer esperança sobre uma mudança neste quadro. 
Apenas rezo para que pais e mães sejam cada vez mais atentos a seus filhos, desde tenra idade.
E evitem que eles se transformem num Marcelo Silva da vida. Sob todos os aspectos.
 
Em tempo: agora, a família do falecido diz que vai processar Ana Maria Braga e até a Globo, alegando que foi o comentário da apresentadora que causou, indiretamente, a morte do malandro. O que só comprova o tipo de gente que integra este núcleo doentio. Lamentável que mulheres ainda se envolvam com esta gentalha.
Segue o vídeo de La Braga para conferência.

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Author: maristela
•Quarta-feira, Dezembro 10, 2008
Você, que é careta como eu, nunca arriscou uma tatuagem na vida, nem mesmo aquelas que oferecem nas praias, feita de hena, ou mesmo as adesivadas: já ouviu falar em dona Isobel Varley?
Não?
Pois muito prazer, então!  Estamos quites.
Só fiquei sabendo da existência desta senhôura britânica de 71 anos porque a desobri no G1 que, por sua vez, se abasteceu no Daily Mail para contar que a coroa contabiliza 22 anos de tatoo. 
Ok. Cada um maltrata a carne como gosta, ninguém tem nada com isso.
Fui atrás de mais informação e achei o site da velha maluca, em que, além da história de sua vida medíocre que só se tornou notícia pela sua loucura (e o que ela tem, me perdoem os aficcionados da tatuagem, pra  mim é doença), exibe uma agenda de exibições. 
Sim. A véia da tatuagem ganha uma grana se exibindo, boba que ela não é.  Seu Diary do site mostra agenda cheia, até este final de ano, mundo afora. Ou melhor, Europa afora.
Impressionante o que uma personalidade masoquista pode fazer consigo mesma! 
Se você tiver estômago forte, vá direto à History desta personagem, que dá o direito de optar entre ver ou não as imagens. Na Part 2 já começa a parte digamos mais picante das imagens, se é que é possível achar picante uma tatuagem nas partes pudendas de uma criatura tão branca e tão cheia de celulite e estrias. Dos inocentes gatinhos à língua do demo com direito a todas as chamas do inferno em volta da perereca não demorou muito. É tragicômico! 
Mas o pior está por vir na Part 3, com o pobre do colibri tendo de cheirar o, como direi? 
Bem, sou uma mulher educada: chamemos de ânus de Lady Isobel. Tudo devidamente complementado por piercings. ÚI, dói só de olhar. E dói a sensibilidade de quem tem!
Agora, como não tem mais quase nada de pele para pintar, Isobel se livrou dos cabelos e mandou tatuar a cabeça. O tema? Bem - digamos que é uma espécie de idéia fixa da tia.
Lembrei de um lindo livro e de um lindo filme, que respectivamente li e vi faz tempo: The Ilustred Man (traduzido como Uma Sombra Passou por Aqui), foi lançado em 1951 pelo Ray Bradbury. 
Em 1969, a história do homem tatuado que dava vida às coisas pintadas em seu corpo virou filme, com Rod Steiger como protagonista. Bradbury o roteirizou.
Mas isso era ficção. Das boas. Arrepiava aquele homem de capa preta que escondia um corpo todo tatuado, assustador, mas capaz de deixar a imaginação da gente voar.
Já dona Isobel, é de dar dó. Rir até é cruel diante disso que se vê.
Se ela é feliz assim, ok.
Duvido.
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Author: maristela
•Segunda-feira, Dezembro 08, 2008

Foram quatro dias na capital paulista. Sem grandes pretensões de compras de ocasião, passeios originais, imersões culturais. Mesmo sabendo que tudo é dinâmico, muitas das atrações paulistanas eu já conheço de várias outras passadas, em diferentes épocas, pela megacidade. Então, relaxei e tratei de deixar tudo em segundo plano e me dedicar ao que chamo de despedida de uma fase na vida e entrada em outra.
Nada de novo, portanto, no front. Quando, afinal, não estamos nesta samsara, esta roda-viva, de entrar e sair de ciclos?
Esta, porém, foi uma viagem especial a São Paulo porque meu foco esteve voltado para a convivência com meu filho, que há quase dois anos vive por lá. E posso dizer que nos divertimos bastante: dos momentos de lanches na padaria da esquina até as sessões de dvd, naquele quitinete que ele está deixando por um merecido espaço maior, foi tudo muito bonito e inesquecível.
Assim como foi também bonito e inesquecível meu encontro com Odele Souza e sua Flavia. Fui visitar minha amiga corajosa, que tem feito um trabalho de utilidade pública a partir da própria dor de ver a filha há quase onze anos em coma vigil por causa de um acidente na piscina do edifício em que moravam.
A história está toda no blog: flavia vivendo em coma.
Mas tem muito mais que uma história na opção de lutar publicamente desta mulher incansável que se bate, sem medo, pela justiça para o caso de Flavia, hoje uma lindíssima jovem, cuidada com todo amor e assistência possível, imobilizada em cima de uma cama.
Casualmente, neste fim de semana em que lá estive, repercutia a morte de um garotinho, na cidade de Franca, também por causa da incúria e da irresponsabilidade de quem deve cuidar das piscinas - os administradores e os fabricantes que vendem os equipamentos. Em conseqüência, algumas mídias, pesquisando sobre casos semelhantes, chegaram ao blog que Odele criou para alertar sobre os perigos de uma piscina e também buscar justiça para Flavia. SBT e Record e um jornal paulistano produziram matérias que focalizaram o acidente que tirou uma menina que tocava teclado e iluminava uma casa de sua vida para jogá-la numa região de consciência que nos parece inacessível.
Eu digo que "nos parece" porque, enquanto estava ao lado de Flavia, eu tive a sensação de que ela nos ouvia e entendia, só (só???) não podia se expressar. E sobre isso Odele conversou, enquanto a tarde se ia e aguardávamos o Domingo Espetacular para ver a reportagem que havia sido feita pela manhã. Odele me falou sobre a tristeza de, ao longo de tanto tempo, estar ao lado da filha e não ouvir mais sua voz; sobre esta situação-limite de alguém estar num corpo em quase tudo saudável e não poder interagir com quem está em sua volta; sobre a maldade dos que se acham deuses e ousaram falar em eutanásia; dos falsos solidários, dos curiosos. Mas falou também da rede de amizades, de compreensão e de carinho genuínos que envolve a ela e Flavia, e que se formou dentro e fora do Brasil.
Flavia faz 21 anos no dia 16, agora.
Desde 6 de janeiro de 1998, ela não pode devolver um abraço ou um beijo, cantar Parabéns a Você, assoprar uma velinha de bolo como faz qualquer garota bonita como ela quando aniversaria.
 O destino lhe roubou estes e tantos outros direitos.
Por qual razão a Justiça deste país continua a lhe negar os outros direitos, não punindo os que, por irresponsabilidade ou incúria, a penalizaram?
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Author: maristela
•Terça-feira, Dezembro 02, 2008


O caganer é uma figura típica dos presépios da Catalunha. E, apesar do nome e da pose - um sujeito agachado fazendo cocô - é respeitável e anunciador de boas novas, de sorte.  
Segundo uma das muitas histórias sobre a origem da criatura "eternizada" defecando, uma coisa nada poética mas mais humana impossível, nos natais oitocentistas a figur se tornou popular porque suas fezes adubavam a terra e a fertilizavam para a colheita seguinte. 
A graça toda estava em esconder o caganer e botar o povo a procurá-lo. 
Este blog, que também é cultura, selecionou algumas figuras retratadas e à venda (claro, afinal tradição também tem de render algum dimdim) por uma empresa especializada em estatuetas de cagadores.
Lula é um deles. Tem Obama, é claro. Ronaldinho gaúcho.
E mais, entre muitos outros, o casal Carla Bruni e Nicolas Sarkozy, a discreta Rainha Sofia, Zapatero, e Cristina Kirchner.
Os meus preferidos são Bush, feito à imagem do personagem de Charles Chaplin em O Grande Ditador (Hitler), com o mundo embaixo do braço, 
Hugo Chávez, com aquela boca de biquinho ridícula pra um mastodonte como ele,
Evo Morales com aquele jeito de mendigo que não desgruda dele,
e Obama e sua bundola morena.



Vou encomendar meu caganer (veja aqui, como são feitos os bonequinhos cagões). Ainda não decidi qual.
Acho que vou escolher por aqui, neste presépio de cagadores famosos:
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Author: maristela
•Segunda-feira, Dezembro 01, 2008


Há tempos eu não acreditava no tal Papai Noel. Mas acho que ele resolveu dar as caras este ano. Hoje, especificamente, no primeiro dia do mês convencionado para Natal, o Santa Claus de boca roxa que a gringolândia escolheu para ser seu presidente mostrou que é um presenteador generoso e, acima de tudo, esperto: puxou tia Hillary Clinton para dentro da roda. Não é lindo isso?

E não estou ironizando. Nem tô para o fato de que ele está fazendo só política e sendo novamente bom na estratégia, quer seja forçado, quer seja espontâneo. Me importa é que está unindo forças. 
Exemplar este Santa Obama.
Que bom que este Natal pudesse ser diferente. Com mais alegria genuína, mais e mais união, congraçamento, essas coisas que a gente diz sempre em Natal e nunca usa. Aliás, acho que nem se fala mais nisso.
Há muitos e muitos e muitos anos, meu filho, Lourenço, que deveria ter um ano e pouco de idade, em meio aos rabiscos diários feitos com lápis de cor, incentivados pela vó Luci, desenhou o que eu achei que era uma pomba. Como era novembro, eu também continuei achando, desta vez que era um sinal: uma autêntica pomba da paz. Mandei fazer vários cartões de Natal com ela e gesto que eu repetia a cada ano, naquela época sem internet, mandei pelos Correios a amigos, parentes.
Faz tempão que não mando cartões, nem mesmo virtuais. Também já doei o pinheirinho artificial que vinha montando, ano após ano, na sala, mesmo com a platéia diminuindo a cada Natal.
Agora, tenho na porta de ferro do meu apartamento, o Papai Noel de patchwork que minha prima Helena fez prá mim e está aí em cima.
Quero muito voltar a ter aquela fé inabalável na força do Natal, no poder modificador da bondade de Jesus, o objetivo maior de toda esta comemoração desde que a Santa Madre (ui!!) igreja trocou as datas e botou 25 de dezembro como o dia de nascimento do Salvador. 
Seja como for, Natal é bonito. A gente deve acreditar.
Mesmo que as chuvas e a imprudência particular e oficial tenham causado tantas mortes aqui do lado, na Santa e bela Catarina de tantas férias deliciosas da minha vida.
Mesmo que Bombaim tenha sido atacada por loucos e vidas tenham sido roubadas.
Mesmo que continuem roubando carro deslavadamente na minha rua.
Mesmo que os traficantes permaneçam com endereço e nome conhecidos fazendo mais e mais pseudo-vítimas (porque acho que ninguém se vicia sem querer).
Mesmo que eu tenha que fazer força até para escrever este texto.
Afinal, temos um Papai Noel negro, jovem, poderoso, que venceu seus limites acima de tudo, para chegar ao topo do, queiramos ou não, maior País do mundo.
Barack Hussein Obama, nosso Santa Claus pós-pós-moderno: olha com carinho a cartinha que estou lhe enviando!
 Não quero muito, pelo que poderá ver: sossego, carinho, consideração, saúde, alegria.
Tô pedindo muito?
Good luck for you, Santa Obama.
This is the man!



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