Author: maristela
•Sexta-feira, Novembro 28, 2008

Minha amiga internauta Vivien Morgato, que tem um blog exmplar tanto plástica como editorialmente e que se chama A Casa da Mãe Joana, me enviou um mail, ontem, quinta-feira, lamentando ter repassado adiante um vídeo sobre suposta empresa dos Estados Unidos que estaria querendo comprar a Amazônia. Ela descobriu que era um jogo, uma criação “inocente” que mistura realidade e ficção. Vivien, uma professora de história defensora da ecologia, inteligente, lúcida, viu o vídeo e tratou de, indignada, divulgá-lo, alertando para os perigos dos “invasores”. Rimos muito ontem, ela se queixando do mico que pagou, e eu dizendo a ela que “quem não mica se trumbica”, bordão de Chacrinha atualizado para estes tempos de virtualidade. 

A divulgação de hoax, o tal embuste, mentira, enfim, sobre o que já falei aqui em mais de uma ocasião, já passou da fase do espanto para o ridículo e agora o perigoso. Há pouco, recebi um mail que tem me chegado de diferentes fontes desde o dia 20 e que se chama “O Babaca de Porto Alegre”. Ele exibe a foto de um jovem, na janela de um carro, fazendo um gesto obsceno e, junto, o texto de uma pessoa se queixando do fato e comentando as providências legais que teria tomado.

Quando me mostraram, pela primeira vez, esta “preciosidade”, alertei: isso é palhaçada, é hoax. Pois hoje, voltei a receber o “material”, desta vez contendo um esclarecimento assinado por uma advogada das mais competentes deste país, pedindo que fosse interrompido o envio do conteúdo com seu nome e ainda incluindo um número de seu telefone. O esclarecimento, convém ressaltar, obviamente, já foi repostado em vários endereços da rede. É a autoalimentação da internet, impossível de ser freada.

A advogada em questão, que conheço desde os já distantes anos 1970 (foi minha colega de faculdade) e que é, de fato, uma pessoa discreta, de família conhecida e que não está interessada em holofotes, me telefonou. Com o mesmo jeito que tinha naquela época, educada, doce, incapaz de agressões ou gestos vulgares, ela me contou que, desde o dia 4 de novembro, está mergulhada neste processo desgastante que a deixou, desde o primeiro momento, com aquela horrível sensação de vulnerabilidade. Com qual finalidade usaram seu nome, ela não sabe. Arrisca, até, um palpite – que o primeiro a ter assinado o hoax com seu nome o tenha feito em busca de credibilizar o material.

De toda forma, esta ex-colega precisou colocar uma estagiária em seu escritório de Porto Alegre só para atender os telefonemas de quem se interessar em tirar a história a limpo antes de tocar o dedo na tecla de enviar e propagar, mesmo sem querer, uma mentira. Falamos sobre a falta de critério e a precipitação da maioria das pessoas em levar adiante informações não-checadas e ela chegou a me comentar o quanto é fácil fazer uma montagem com a foto de pessoas inocentes, juntando adulto com criança, e criar uma falsa denúncia sobre pedofilia, por exemplo. Concluímos, ambas, que a web não tem mais qualquer controle sobre nada e que, assim como é maravilhosa, é apavorante.

Na semana passada, outra amiga, jornalista, me havia repassado um mail sobre uma menininha seqüestrada com o título: “Se fosse sua filha, você não repassava?” Senti na hora que era golpe, do tipo sujo-emocional. Olhei as fotos da garotinha no colo de um sujeito de óculos escuros, rindo, anotei o nome do “pai” que assinava o pedido de auxílio e fui pesquisar no Uncle Google. Descobri que mais esta mentira anda rolando virtualmente desde 2003 e que o tal pai é um malandro que tem um endereço do tipo isca para “namoros”. Ou, pior, pode ser um homônimo de um pai aflito. Quem pode saber? Quanto à criança, quem poderá ser?   

Comento tudo isso porque o que era um amontoado de besteiras inócuas está tomando o rumo da crueldade. Na medida em que envolve crianças e coisas como seqüestro, para mim, isso é caso de Polícia Federal mesmo. E, agora, com a tragédia de Santa Catarina, mais ainda: os canalhas de plantão rapidamente se mobilizaram e estão vendo multiplicar seu golpe que pede ajuda aos flagelados via depósito em conta que nada tem a ver com as entidades idôneas encarregadas das doações. E nada acontece, porque até alguém ler uma notícia em algum site alertando para a bandidagem, já mandou dinheiro para a conta do criminoso.

Como não há uma solução legal aplicável para tanta falcatrua virtual, prevalece a máxima de que prudência e caldo de galinha não fazem mal a ninguém. Em caso de dúvida, não repasso mails sobre temas escandalosos ou perigosos. Melhor passar por insensível do que eternizar esta corrente da má-fé.

Em tempo: segundo minha ex-colega envolvida maldosamente no mail “O Babaca de Porto Alegre”, o fato existiu mesmo, o pai do garoto telefonou para ela, contando que o filho está sendo vítima até de ameaças e que o que era uma questão de trânsito virou um problema judicial maior do que deveria. A própria autora do mail, que tem um blog, estaria arrependida do que fez. Tudo pela divulgação assombrosa que a internet promove.

(Texto publicado em Coletiva.net)

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Author: maristela
•Quinta-feira, Novembro 27, 2008


Já homenageei esta supermulher no hilarius1968 e com certeza voltarei a fazê-lo, naquele espaço, com uma seleção de fotos especial. Por aqui, fica este vídeo que mostra além da forma de Tina Turner, sua competência, sua superação, a alegria do fã-clube. As tias estão soltas na platéia.
Viva as TIAS!
Viva os 69 anos desta girl chamada Tina Turner.
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Author: maristela
•Quarta-feira, Novembro 26, 2008


Todo mundo sabe da tragédia que o Estado de Santa Catarina está vivendo. Tenho muitos amigos vivendo lá, além do Otávio, meu primo, e, graças a Deus, todos estão bem. Mas a situação é, como sempre acontece nestas ocasiões, apavorante.
Há quase 30 anos, eu estava passando férias em Itapema, no litoral norte de Santa Catarina, o dia estava nublado, mas resolvemos, eu, Edegar e Lourenço, que tinha uns 2 anos, eu acho, ir até Camboriú, um pouco mais acima, para dar uma volta, já que não era possível ir ao mar.
No meio do caminho, caiu um toró e começaram a rolar pedras pela estrada. A chuva não permitia enxergar quase nada e resolvemos, assim que encontramos um acostamento, voltar. O retorno foi ainda mais dramático. Só lembro de acomodar o Lourenço no colo e rezar, rezar, e rezar. Quando chegamos a Itapema, que fica entre o mar e o morro, a água que descia em direção ao mar era em cascata, e com a força de um rio.
Atravessamos e chegamos ao hotel. Subimos para trocar a roupa e de repente ouvimos vozes alteradas. Saímos ao corredor e vimos que o hall do hotel estava inundando. Não sabíamos se era do mar ou da chuva aquela água. Só lembro que fizemos as malas e, de guarda sol em punho, saímos pela beira da praia em direção a lugar mais alto.
Nosso carro da época, um Gol, ficou, como todos os que estavam no estacionamento, embaixo d´água e mais tarde foi vendido porque nunca mais funcionou direito.
Fomos para outro hotel e encurtamos as férias em Itapema, viajando para Laguna onde, estranhamente, não houvera chuva alguma.
Aquele foi um dos maiores temporais que se abateram sobre a região.
Agora, de novo, Santa Catarina sofre com a chuva, os transbordamentos de rios, e todas as conseqüências desta natureza que ninguém consegue dominar.
A ajuda está chegando, há uma grande mobilização. Mas, além das pessoas, há outras criaturas de Deus precisando de socorro: os animais.
E que ninguém ouse me dizer que, numa hora dessas, eu penso em bicho em vez de pensar em gente.
Estou repassando o link do blog de Ana Corina, para quem eu mandei mail ontem perguntando como ela estava e o que estava sendo feito para os animais flagelados. Ela me respondeu que estava tudo meio difícil, mas que estavam agindo.
Hoje, me enviou o post que colocou no Mãe de Cachorro, seu blog. Ana Corina é uma das mais dedicadas beneméritas de animais deste Brasil.
Quem quiser ajudar, da maneira que puder, nem que seja divulgando o post de Ana Corina, por favor o faça.
Os bichos precisam de ajuda. Somos todos uma família, queiramos ou não. Somos criaturas vivas. E chega de discurso que isso não adianta nada.
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Author: maristela
•Terça-feira, Novembro 25, 2008


Meu querido colega e amigo Emanuel Mattos me envia, por mail, uma sugestão de post: Lula sanciona lei contra exploração sexual de crianças na internet.
Agradeço a ele. Andei desatenta, hoje, do noticiário geral. A fase anda chatinha por aqui, o Occhi com uma lesão hepática por causa do uso continuado do Gardenal, e, para completar, o garoto de seus 6 anos ou 7, aqui do mafuá em que se transformou o ap de baixo, chora dia e noite. O que me leva a refletir sobre as crianças de todas as formas desamparadas e em perigo constante. Em especial as que parecem bem, em casa, com mãe, pai, avó, tio.
O garoto do andar de baixo chora. Um choro atordoante, insistente, que ele mistura com risadas absurdas. Dorme (não sei se porque quer ou porque o obrigam a isso, quem sabe com algum medicamento) até meio-dia. TODOS OS DIAS.
A mãe se vangloria de dormir todos dias até este horário. O tio, adolescente, que mora junto, acompanha o horário e, quando desperto, passa o dia na internet. A luz de seu quarto passa a noite inteira acesa. Não estuda. Não trabalha. É gordo. Triste. Deprimido.
A avó da criança histérica e com toda certeza psicótica bate na mãe do garoto na frente dele. Pra completar, semana passada, cheguei à janela da sala e a mãe do menino estava só de calcinha, na área parcialmente coberta por uma telha transparente.
O pai do garoto diz que trabalha em uma lanchonete. Volta uma, duas da manhã e, ato contínuo, sai. As vezes, volta acompanhado por um estranho, e retorna à rua. Os dois cachorros duschund latem, latem. Assim têm sido minhas noites, meus dias.
Acrescente-se a isso o medo de denunciar, de ser alvo de uma vingança. E aí? O que fazer?
Fico com pena desta criança. É de uma infelicidade absurda.
E afirmo que, assim como há o abuso sexual, há este psicológico, de hora a hora, dia a dia. Não ouço uma pancada, não vejo nem xingamento contra o garoto. Mas não vejo uma medida, um gesto, para mudar o quadro. Só ouço o garoto chorar e gritar: tu é um mentiroso! Eu quero meu pai! Eu quero minha mãe! Filho da puta. Vai tomar no cú. Vai te fuder. ELE TEM SEIS OU SETE ANOS.
Adora jogar bola. Como ninguém mais conseguia nem trabalhar aqui em casa, porque ele batia bola nas paredes das áreas abertas, pedimos que parassem e só pararam com uma notificação da imobiliária.
Mas fico pensando que essa gente, que passa dia em casa, não pode tirar uma hora por dia para levar este garoto ao campinho de futebol? E na escola, o que fazem por ele?
Então, volto para a notícia de hoje, que o presidente Lula assinou e que saúdo como um grande passo para coibir toda esta nojeira que é promovida por gente mais que doente, diabólica.
Não há desvio de personalidade que perdoe usar a imagem ou a pessoa de uma criança ou adolescente para usufruir de poder e prazer. Para mim, nem prisão é suficiente para estas pessoas que se chamam pedófilos, usuários de pornografia infantil, sedutores de crianças, seja o que for.
Não acredito em recuperação desta gente.
Mas ainda creio que este pobre garoto do andar de baixo poderia ser ajudado, caso o conselho tutelar tomasse conhecimento do que ocorre. Quem sabe, um anjo da guarda não os avisa, não é mesmo? Eu, confesso, tenho medo do que pode vir desta gente.
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Author: maristela
•Segunda-feira, Novembro 24, 2008

Os fiéis amigos que acessam este blog devem ter notado que ultimamente ando evitando (fora uma que outra escorregada, provocada pelo PT e Lula) assuntos xaropes. Ando naquela de pândega, uma tentativa de driblar uma série de chatices que anda batendo na minha porta.
Por isso ri muito desta nota que saiu hoje na Folha de S.Paulo e que reproduzo aqui:
No "Pânico", da Rede TV!, há disputa entre Sabrina Sato e Mulher Samambaia. Samambaia sempre quer aparecer mais do que Sabrina.
Fiquei imaginando o que deve ser uma briga entre uma mulher Samambaia e uma mulher Ameba, que é esta tal de Sabrina Sato.
E como nós, jornalistas vaidosos, arrogantes e que nos achamos quase sempre acima do bem e do mal, incentivamos esta pobreza mental e moral que assola o mundo!!!! E que não é nova: desde que o primeiro homem da caverna se exibiu por ter desenhado melhor um bisonte do que outro parceiro, deve ter surgido um outro para registrar o fato, e começou o jornalismo de fofoca!
A teoria pode ser falha, mas acho que é divertida. Pensem bem: vivemos pior do que os sujeitos das cavernas, nos batendo com tacapes não de pedra ou de pau, mas de palavras, de citações cheias de maldade.
Eu mesma não estou aqui falando mal de Sabrina e da Samambaia?????
Mas, convenhamos, elas não merecem?Se acha que não, então vá dizer aquelas meninas que esquentam a bunda 4 horas por dia em coleginhos de madeira ou de material mal ventilados, com fome ou com roxos na cara das surras que levam de mães, amantes de mães, pais ou amantes de pais, namorados e ou amantes, etc e tal. Digam a elas que o estudo, a persistência, a ética redimem tudo e que mulher tem valor, sim, não só pelas curvas, pela bunda grande e dura e pelos seios enormes, mas pelo que ela tem de conhecimento intelectual.
Eu brigo por isso, acho que de fato a força de vontade é tudo no mundo. Vide Obama. Vide eu, que não sou uma celebridade nem uma megajornalista, com a grana que ganha Marília Gabriela por exemplo, mas que resisti à tendência a viver na ignorância por ser filha de operários. Não aceitei, como tantos não aceitaram, o estigma da pobreza.
Mas a maioria olha a Samambaia e a Sabrina e mais a Melancia e todas estas podres, que, em busca de trocados, se deixam esculachar pelo macharedo, e acha que, puta que pariu, ruma tripa pendurada e nem tarado da internet pague um centavo por uma olhadinha no material.
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Via: Sabrina Sato e Mulher Samambaia mostrando a bunda - WikiDoido


Estou amarga?
Olha que até estou botando o pé no freio.
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Author: maristela
•Sábado, Novembro 22, 2008

Eu li, há pouco, na Reuters, sobre o sucesso que estão fazendo, entre os japoneses, os sutiãs para homens. Em rosa, branco e preto!
Não tem vermelho, será?
Mas é divertido entrar na página que vende, online, o produto para os mais ou menos peitados e muito peitudos para usar o adereço.
Mas o endereço é um primor da breguice que se tem por "exótica" ou "erótica". Pra mim, é mais risível e imagino um sujeito usando isso o quanto deve "entusiasmar a parceira".

O porta-pinto da foto acima é algo de chorar de rir, no cantinho!
Tem mais: estas fofíssimas calcinhas transparentes com saiote, um a-m-o - r!

Fica, então, a contribuição sócio-cultural deste blog para animar a vida íntima dos casais no final de semana.
Bom proveito!
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Author: maristela
•Sexta-feira, Novembro 21, 2008


Volto a postar na mesma sexta-feira, 21 deste novembro de inverno, porque tenho um motivo mais que justo: Yoani Sanchez, a magrinha e corajosa cubana que, mesmo com toda a censura, a truculência e a arrogância dos ditadores de Cuba consegue manter seu blog Genéracion Y e ainda ganhar prêmios - mesmo que esteja proibida de viajar para recebê- los, me enviou um novo mail.

Ela está concorrendo ao Bobs, um dos mais respeitáveis prêmios para blogs, com a garantia da Deutsche Welle.
Até dia 26, continua a votação.
Sei que tem gente brasileira concorrendo, mas duvido que haja um blog que mereça mais esta premiação do que o Generación, principalmente por representar a resistência de uma indefesa mulher não apenas ao regime castrista mas também aos robozinhos e paus-mandados que vivem a injuriá-la nos comentários que ele deixa fluir, livremente, sem mediação.
Há algumas semanas, eu havia enviado a Yoani o link de um site que está promovendo uma campanha que se diz em favor dos cubanos necessitados mas que tem raízes, obviamente, políticas e americanófobas, sendo patrocinado pela A Associação Nacional de Cubanos Residentes no Brasil José Martí.
Pela cara dos sujeitos carregando o panôzinho com a foto de quem? ora, ele, o imortal (ou seria imoral???) Che Guevara, dá para ter uma idéia da turminha que se mobiliza.
Achei que Yoani, que recebe, em média, 2 mil comentários a cada post mais forte e posicionado, nunca me responderia. Para minha surpresa, eis o que me enviou:

Mas o que me interessa, mesmo, é deixar, aqui, o pedido que ela fez a mim e a tantos que deve ter procurado, via mail, para pedir votos - PEDIDO JUSTÍSSIMO - para o Genéracion.
Eis o link. Clique e vote
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Author: maristela
•Sexta-feira, Novembro 21, 2008


Buenas.
Hoje é sexta-feira, teoricamente o dia internacional do relax, da parada para diversão, amor, chamego, risadas, chopinhos, champanhotas, caipirinhas, comidas engordantes, roupa nova, decotes e camisas tiradas da embalagem.
Há muito tempo não sei o que é uma destas sextas idealizadas e que a gente acha que aquela gente que está na mesinha ao ar livre, às gargalhadas, ou aos beijos, de fato curte.
Meu ritmo é outro, mais lento, mais seletivo, mais desconfiado. Gosto mais de ficar em casa do que me produzir para ir a lugares apertados, barulhentos, territórios de caça cheios de homens velhos disfarçados de respeitáveis e garotinhas vadias disfarçadas de comportadas, de gente falsa que te acena com amizade incondicional e, na primeira coisa mal interpretada, passa 20 dias sem escrever mail ou telefonar.
Enchi meu saco com o mundo do faz de conta. Então, gente chata como eu tem de ficar em casa.
Até porque tenho uma filha maravilhosa encerrando seu semestre e a um semestre também de se formar, e pra ela dirijo meus restos de energia. Restos, porque também tenho de estar atenta a meus pais-filhos, como todos viram depois de certas idade e circunstâncias, e, agora, ao Occhi, o cãozinho da Manu, que nos brindou com um problema hepático.
Mas, como diz a Manu, a gente não deve espalhar notícia ruim pq 90 por cento dos que sabem ficam agourando e nem sempre os 10 por cento de amigos reais que de fato são sinceros e nos são solidários seguram a represa com bons fluídos pra evitar o transbordamento do material ruim, se é que entendem.
Viram como estou insuportável?
Mas, enfim, nesta sexta-feira Madonna readquiriu a sua liberdade oficial, agora mãe de uma fila de filhos, ainda deslumbrante em sua arte apesar de velha maluca que toma vitamina na veia para não ter de comer e poder suportar a malhação e manter o manequim 36. Queria vê-la cantando ao vivo. Mas, cadê grana? Cadê sossego para deixar a rotina cheia de exigências e ir a um show?
Olhei várias fotos de Madonna ontem, na rede, desde que ela era uma garotinha levada com aquele nariz batatudo, sem grana para plástica, o cabelo horroroso, grudada no Sean Penn, mas com cara de felicidade. Hoje, ela está sofisticada como todo mundo que tem muiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiita grana pode ficar, cheia de recortes no olho, na boca, dentes mais aproximados, zigomas salientes, nada de papadinha que teve um dia, refeita de alto a baixo - ou vão achar que é só malhação mesmo?
É uma mãe de família, como Angelina Jolie, como Julia Roberts, como tantas outras fizeram e farão ao longo do tempo, numa decisão que vem quando se dão conta que machos, grana e sucesso não chegam, há que florescer. E, aí, ou adotam ou fazem aquele monte de tratamento pra engravidar. De uma forma ou de outra, querem se perpetuar.
Muito bem.
Que sejam todas muito felizes.
Ser mulher né mole não. E, além de mulher, querer ser famosa, reconhecida, respeitada, rica, bonita, amada e mãe exemplar, garanto, é dose para mamute.
Nisso, somos iguais, Madonna e eu: mulheres à beira de um ataque de nervos, pero sin perder la ternura.
E também tem a história de que Michael Jackson se converteu ao Islamismo! Pobre Islamismo que aceita este pinel adorável que é tão bom com sua arte e tão abominável em suas atitudes pessoais. Ele agora é Mikaeel. Que bom que isso lhe traga paz, enfim, aquela mesma paz que o dinheiro, o sucesso, etc etc não trouxeram.
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Author: maristela
•Quarta-feira, Novembro 19, 2008


Leio, absolutamente entristecida apesar de nada surpresa, o resultado da pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) divulgado nesta quarta-feira, no G1: o Brasil está mais violento, porém menos desigual em relação a outros 10 países avaliados. O Ipea constatou ainda que a população tem grandes dificuldades com leitura e também para fazer contas, mas possui alto poder de compra.

Tem mais: "de acordo com o instituto, o Brasil é o país que lidera o ranking de mortes intencionais, como assassinatos. São 4,69 casos por 100 mil habitantes, quase o dobro do segundo colocado, a África do Sul (2,84 casos/100mil habitantes). O México (2,20 casos/100 mil habitantes) está na terceira colocação.

Aí, a notícia alegre: "em relação aos danos auto-imputados, como suicídios, os índices brasileiros são baixos: 0,72 casos para cada 100 mil habitantes. Os países com mais casos são a China (2,98 casos/100 mil habitantes) e a Rússia (2,45 casos/100 mil habitantes)." Não é lindo isso? Mas, afinal, vamos nos matar por qual razão, se tem quem faça isso por nós, matando inocentes a torto e a direito!!Também dói na alma saber que, apesar de toda propaganda oficial trotskista, continuamos um país analfabeto. Diz o G1: "Já em relação ao índice de desempenho em leitura, o estudo mostra que cerca de 80% da população brasileira consegue ler um texto, mas não o compreende em sua totalidade. Na Argentina, esse indicador é inferior a 80%, assim como no México. Na Rússia esse índice é de aproximadamente 65%, como no Chile. Além disso, o estudo mostra que apenas 5% da população brasileira consegue ler e compreender completamente o conteúdo e as nuances de um texto.
Convenhamos: com um presidente como Lula, qual o incentivo às classes ditas abaixo da linha da miséria em estudar. Todos querem seguir o grande líder!

Aí, vem a sacanagem: "Os positivos são em relação à equidade. O estudo mostra que o Brasil foi um dos países que mais reduziu a desigualdade social, ficando atrás apenas da Alemanha e da África do Sul. Os maiores aumentos foram registrados pela Rússia, China e Índia, nessa ordem.

Isso tudo se resume ao seguinte: fizemos a tal igualdade nivelando por baixo. Não foram os miseráveis que subiram, foram os infelizes da classe média que sempre carregou o país nas costas que foram puxados para baixo. E não tem economista ou analista de qualquer bobagem que me faça mudar de idéia.

Estas informações só contribuem para escancarar o que a crise global vai mostrar logo, logo: vivemos um mandato e meio de maquilagem social e econômica. Todo mundo se acha muito bem, com crédito pra comprar tv de plasma e dar pra namorada (como o guarda noturno da nossa rua fez), botar um carro a mais na garagem, mudar de moradia etc etc. Pagar, é pra depois. O crédito veio fácil. Aproveitemos, locupletemo-nos!
Agora, quando a bolha Brasil estourar, vai respingar longe.
Claro que não para o cara que ganha o bolsa-família e os assemelhados. Onde vai estourar? Onde? Onde?
No microempresário que pegou grana pra ampliar seu negócio, incentivado pelo Sebrae, Caixa Federal e toda propaganda canalha feita ou inspirada pela escola do Duda Mendonça:
No cara que é gerente de incorporadora e, mais forçado que entusiasmado, tem que perseguir metas com a promessa de bônus e divisão de lucros que no fim vão para pagar despesas com o psicanalista, porque o sujeito termina sem tempo até para almoçar.
Nos prestadores de serviço que acreditam no conto do país igualitário, governado por um cara (ái, que nojo!) do "povão", como se ser do povão fosse qualidade e não destino infeliz.
Mas, por enquanto, vamos inaugurando mais um shopping (o maior de Porto Alegre, dizem), num lugar que fica loooooge de tudo, mas que, com a proximidade do Natal, vai dar lucro e contribuir para mais informações distorcidas sobre "o sucesso" do governo Lula.
Sucesso para banqueiros. Daniel Dantas inclusive.
Eu, de minha parte, adoraria pegar uma grana emprestada e ficar um mês pela Europa e Nova Iorque. Só flanando. E mostrando aos "gringos" que, yes, nós temos dinheiro!
PS: Os Lulas das duas fases peguei no Planetacho.
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Author: maristela
•Terça-feira, Novembro 18, 2008


Teste de múltipla escolha do blog: o que é pior, do ponto de vista caráter?
- A mulher famosa, bonita (ok, plastificada, gorduchinha, coroa e tal), talentosa que, primeiro, "se casa" com um visível bagaceiro oportunista, sabe que é traída sempre e a toda hora, e o aceita de volta após uma baixaria pública?
- O sujeito bagaceiro oportunista que "se casa" com a mulher famosa, bonita, talentosa etc etc, sempre e a toda hora a trai, deixa evidente que está nessa por dinheiro e, quando leva um pé no traseiro, se queixa publicamente que perdeu status?
- A mãe do sujeito bagaceiro oportunista que "se casou" com a mulher famosa, bonita, talentosa etc etc que aceita um presentinho da "nora" e deixa o subúrbio pra morar "bem", sabendo que o filho é, em última análise, um prostituto?
- A chinelona que, durante meses, usufrui dos serviços do sujeito bagaceiro oportunista em serviço de cama e mesa (com certeza, usando o dinheiro da mulher bonita, etc etc)e, um dia, resolve ligar para a "patroa" do cafajeste e contar tudo, ao telefone. E depois vai à Delegacia da Mulher se queixar de que apanhou do safado cuja ficha conhecia desde o início.
- O advogado que aceita o caso de separação do sujeito bagaceiro oportunista que "se casou" com a mulher famosa, bonita, talentosa etc etc e que diz que "meu cliente tem direitos como marido", depois de todo o bafão público sobre as chifradas do cliente? Ou adultério não conta mais no Código Civil?
- A jornalista que leva o cara a seu programa para faturar uns pontinhos no Ibope e dá chance de ele largar uma frase-pérola: "“Ela tem todo o direito de estar com raiva. O canalha foi eu, eu que fui safado por ter feito isso com ela”, disse.
Pensei sobre tudo isso ao dar uma voltinha pelo EGO, que é um sitezinho de fofocas da Globo.com que não poupa nem mesmo os contratados da própria. Como não poupou Susana Vieira nas ´"últimas luzes" do "casamento" com um pé-de-chinelo chamado Marcelo Silva. É tudo uma grande comédia que daria novela melhor que as que o Aguinaldo Silva escreve.
Olha o argumento para a novela, ou minissérie, ou até filme: Mulher madura (estou sendo boazinha), endinheirada, popular, carismática, se envolve com autêntico rato de festa, cara beeeeem mais novo, que já tem estampada na cara que é um safado sem eira nem beira, possivelmente bom de cama. Não contente em aproveitar os serviços do rato, a mulher madura (e carente, como sempre, ái que saaaaco) resolve encenar um casamento de verdade com o sujeiro. Pouco tempo depois, o cara é notícia: quebrou a pau uma prostituta e um motel, turbinado por várias carreiras - nenhuma delas profissional. A mulher madura "perdoa" o arrependido sujeito, uma vítima social (como diriam os defensores dos direitos dos sacanas), e, se achando esperta, manda que ele tatue, em tamanho king size, o rosto dela na barriga (dele). Claro que a dupla passa a aparecer junta idilicamente, num clima de romance, aqui, ali, acolá, de roupa de banho, roupa de festa, na intimidade do lar. Casualmente, um dia, o maridão sai a passear com o cão de estimação da mulher madura e, também casualmente, "se vê forçado" a soltá-lo numa das avenidas mais movimentadas do Rio. O cachorro, que nada tem a ver com tanta sacanagem, morre atropelado. Tudo volta ao normal até que, enfim, uma das fubangas com quem o ratão se envolve, matando as sessões dos Narcóticos Anônimos, resolve telefonar para a mulher madura "contando tudo", leva um pau do malandro e ainda vai para os jornais fazer o quê? "Contar tudo". No meio de todo este auê, sobra pra pobretona da mãe do malandro, que é despejada pela mulher madura e tem de voltar para a laje. O coitadinho do rato tenta se matar, dá entrevistas dizendo que a mulher madura não precisa ter medo dele (ái, que medo!) e, desolado, deixa no ar a possibilidade de mostrar a zona do agrião em revista que especialmente gays adoram olhar. Afinal, se queixa ele, morava numa mansão e agora, babaus.Não daria uma boa comédia sobre a miséria humana?
Melhor que novela!!!!!!!!!!!!
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Author: maristela
•Segunda-feira, Novembro 17, 2008


Já mostrei, aqui, o quanto detesto esta turminha que se acha modelo-atriz que faz tudo (e mais um pouco...) para virar celebridade e depois vive promovendo cenas contra fotógrafos, revistas, fãs afoitos e burros e tudo neste mundinho fake. Luana Piovani é uma destas que me irritam. Já debochei dela aqui, em post não muito antigo, falando do mesmo assunto: os sopapos que levou do namorado da hora, Dado Dolabella.
Mas, agora, falando sério, em que pese eu achar esta mulherzinha de um tipo classificável em outros labels, considero certo que este sujeito que também é movido a combustíveis conhecidos mas em geral não-citados, como ela, leve mesmo um bom processo. Luana, possivelmente, só está entrando nessa porque as câmaras da danceteria gravaram o bafafá, comum neste meio, desgraçadamente - o tempo passa, o tempo voa, mas a "comunidade artística" vive ainda mergulhada no fluído máximo do escândalo. Igualmente não conheço a senhora que acompanhava a festinha em que Luana levou os bofetesm e que se machucou ao tentar intervir para dizer se ela é realmente uma heroína ou uma das tantas tietes que se alimentam das sobras do mundo dos tornados célebres. E que se tornam célebres, muitas e muitas vezes, menos às custas do talento e mais das "atitudes", como Luana, que foi a um evento sem calcinha e deu a famosa cruzada de perna que ficou famosa numa cena de cinema.
Enfim. Fubangagem conhecida.
Dado não tinha, não tem, jamais terá, o direito de levantar a mão para mulher alguma. Nem ele nem um outro do tipo "famosinho" (porque o coitado nem realmente famoso é) ou anônimo. Bateu, levou. Ou seja: leva processo, de preferência, cadeia. Se não pegar xilindró, que se incomode bastante, para aprender a deixar de ser brutal, abusado e impune.
Luana teve machucados na mão, no braço e no cóccix, é claro, pois, pelo que se viu das imagens rodando no youtube, caiu de bunda no chão como jaca madura e a bunda de Luana é preciosa, já que ganha muito dinheiro com ela, seja mostrando nas revistas de "mundo artístico" seja em "nus artísticos".
Não tenho pena dela como Luana Piovani. Tenho dó da figura feminina que se enreda nesta teia besta de promiscuidade, mandando ver com qualquer sujeito que valha uma foto. Dizer que é imatura, jovenzinha, por favor! Já tá caminhando para a casa dos 40, então dê um jeito de amadurecer ou vai virar aquelas velhas idiotas que se acham sempre menininhas inocentes.
Luana tem, a seu favor, ainda, um blog, em que ela comete seus posts. Num, reproduz mail em que critica o jornalista Artur Xexéo, de O Globo, que tinha tirado sarro da historia de ela ter gravado uma entrevista para a Record e depois proibido que fosse ao ar.
Aí, nossa agredida escreve o seguinte, no bloguito dela: "em relação a Tici,eu não quis que eles (programa Hoje em Dia) usassem o material do making off, pois não o combinei e senti a maldade na pequena câmera conforme fazíamos a entrevista, ela praticamente me escaniava e nao era esse o proposito da mesma."
Também tascou: "não parece pertinente tampouco elegante suas ironias..."
Pois então: um professor seria ótimo para mostrar à Lulu que escanear é com e e making of leva um só f. Nem português, nem inglês - e não tem nem a desculpa que usa sua coleguinha, também burra de dar dó, Luciana Gimenez, de que se atrapalha com as duas línguas. Acho que elas se atrapalham é que com as três...
Já a concordância, waw! Para quem se queixa de ser tratada com ironias e ser "atriz" há 16 anos, já deu tempo de aprender, não?
Mas quem ainda não aprendeu a escolher homem vai se preocupar com questões de escrita? Ora, bolas.
O fã-clube quer mais é saber de vê-la pelada jurando que sabe tudo sobre dramaturgia.
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Author: maristela
•Sexta-feira, Novembro 14, 2008



Tenho lido textos de todos os tamanhos, tipos e tendências sobre o significado da eleição de Barack Obama para o trono do ainda mais importante império do mundo e o que acontecerá com a humanidade depois de tal fato. A blogosfera, e não poderia ser diferente, ainda ferve: nela, há desde Is Barack Obama The Messiah? a seu oposto absoluto Barack Obama The Antichrist?

Em meio a todas as correntes, especulações, projeções, suspense e esperança, existem as teorias que fazem comparações com Lula, sua trajetória e suas eleições, vistas como ícone da tomada do poder pelos excluídos. Dessas, tô fora.

Lula nunca me representou nem representará. Mesmo que eu seja filha de operários semi-alfabetizados e que o PT tenha se valido da ingenuidade quase ignorante de meu pai para fazê-lo assinar, há tantos anos, uma filiação que será sempre espúria e indecente, já que feita com planilha enfiada janela adentro de um trabalhador sem noção de ideologias partidárias.

Ao contrário de Lula, que serviu, serve e servirá à certa intelectualidade ou quase isso e, em especial, a uma parcela hoje mínima de pessoas da comunicação social, como baluarte da vitória do operariado sobre a “zelite”, Obama representa o vira-latas que não se permitiu ser isso o resto da vida.

Assim como eu e milhares de filhos de operários, Obama não usou a desculpa da falta de grana e de “oportunidade” para abandonar a escola e depois usar este chavão até, quem sabe, para a vida publica.

Assim como eu e tantos que estudaram em grupo escolar, levando pão com banana esmagada em vez de manteiga e mais a tradicional garrafinha de coca-coca com café com leite para lanche, Obama fez questão se superar um estigma certo de discriminação que envolvia ainda a sua cor e o nome muçulmano.

A eleição de Obama me redime e a tantos que, como eu, cresceram numa vila de subúrbio construída com propósitos socialistas e que hoje é um aglomerado de prédios com outro aglomerado nos fundos, nas laterais, nos espaços que eram para ser de lazer. Um conjunto habitacional que hoje existe sem simpatia oficial e inchou tempo afora sob o olhar enojado dos bien nées e até dos que se achavam bem nascidos só por não “ser do IAPI”.

Assim como eu, Antonio Oliveira, Antônio Hohlfeldt, e, da turma mais jovem, Vitor Blay de Moraes, só para ficar na área do jornalismo, se criaram na vila. Uma vida nada fácil, todos filhos de pais trabalhadores, gente que saía da cama às 5 da manhã para voltar depois das 6 da tarde a fim de garantir a subsistência da prole.

No meio da vila, o Grupo Escolar Gonçalves Dias juntava a geração ali nascida ou ali chegada ainda pequena. O caminho natural, claro, seria a desistência, o abandono da escola, pela falta de incentivo, de nutriente e de futuro. Mas, se isso aconteceu com muitos, outro tanto escapou desta destinação.

Com pão com banana ou sem pão algum para levar de merenda, uma leva grande enfrentou exame de admissão, fez o ginásio, depois seguiu para clássico, científico ou magistério e, superação ainda maior, passou pelo funil do vestibular e levou para casa o canudo. Independente do tempo em que esta caminhada foi feita, os vencedores foram muitos.

Portanto, em toda esta perplexidade misturada com ansiedade diante da eleição de Obama e suas atitudes a curto, médio e longo prazo, só não tem lugar para colocar no mesmo patamar a história deste negro que venceu com láurea, mesmo tendo-se criado sem pai, num país escancaradamente hostil para as minorias, e a de gente como Lula que, ainda agora, não faz o menor esforço para mostrar a seus adoradores que um país só cresce com incentivo à educação, ao estudo, ao esforço individual e coletivo.

Isso não se aprende em chão de fábrica e sim indo para a aula em escolas pobres, em pavilhões de madeira como eram os do Gonçalves Dias que deixavam passar frio no inverno e torravam no verão. Se aprende mesmo com a barriga roncando por falta de um almoço decente.

Força de vontade. Perseverança. Foco. É o que Obama teve. Ele me representa. Me comove. Me incentiva. Me redime na medida que prova que origem não é empecilho para nada. Desde que se acredite que falar corretamente, burilar seu intelecto e exemplificar pelo positivo e não pela negatividade é o caminho da concretização do sonho. Não o contrário.
(Originalmente publicado em coletiva.net)

Ps: a foto que ilustra este post é de Ricardo Haberland. Entrem no site e vejam mais belas imagens da Vila do IAPI.
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Author: maristela
•Quarta-feira, Novembro 12, 2008

Agora, sim: teremos orgamos múltiplos não só por botar a bunda na janela para que passem a mão nela! Uma brasileira, erroneamente apontada como pelotense, já que é lá de Santa Catarina, foi escolhida a dona da bunda mais bonita do mundo!E mais: a garota quer ser jornalista (ó, Senhor!. Em sua ficha, num site, diz assim: "Sua pretensão, segundo o site Miss Brasil Mundo, é formar-se em comunicação social, e a partir disso trabalhar com jornalismo sério e comprometido com razões sociais." E tem mais, neste site maravilhoso: "Domina a arte da comunicação de forma impressionante."
Ah, sem dúvida. Digamos que se comunica especiamente com a bundona.
Enfim, uma bunda vai salvar todos os miseráveis deste país, tirar a gurizada do crack, dar emprego a chefe de família desnutrido e deprimido, eliminar os sem-teto, etc etc etc.
Proponho que dêem à bunduda o título de Ministro da Melhor Bunda do Mundo, com direito a tomar assento (ôpa!) nas reuniões dos 20, ao ladinho de Lula.
Isso se a agenda dela permitir porque, com certeza, já está no BBB da Globo, onde um dos quesitos principais é ter um traseiro fotogênico.
Pior é que ela já tem textos publicados, como colaboradora do Diário Popular. Te cuida Martha Medeiros, que a moça segue teu estilo! E tem bunda! E, ainda por cima, premiada em euros!
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Author: maristela
•Segunda-feira, Novembro 10, 2008
Li, há pouco, que Miriam Makeba se foi. Tinha 76 anos e o coração não segurou mais, depois de tanto cantar e brigar pelo fim do apartheid na África. Morreu nesta madrugada, depois de um concerto na Itália, em que foi solidária com Roberto Saviano que fez o filme Gamorra e está, claro, ameaçado de morte pela Máfia napolitana.
Ela esperava o retorno à cena, a pedido do público, quando foi encontrada desmaiada.Não adiantou levar para o hospital.
Fiquei ainda mais jururú nesta segunda-feira nublada em que se juntam tantas coisas chatas que nem vale a pena enumerar por aqui.
De Mama Africa, para mim, e para toda uma geração, vai ficar a voz rouca e potente cantando Pata Pata.Zenzi era o nome dela, aliás era Uzenzile. Nasceu em Johannesburg, e integrou o Manhattan Brothers, no final dos anos 50. Mas estourou mesmo com aquela música balançante que a gente, na adolescência, adorava, e que lhe deu, em 1965, um Grammy.

Mas o sucesso não sensibilizou o Estado Sul Africano, em pleno pico da discriminação racial e da patrulha, que a destituiu de sua nacionalidade por Miriam ter participado do filme Come Back to African. Nem assistir aos funerais da mãe ela pode e sua música foi banida do país. O exícilo durou 31 anos.

Não era fácil dobrar a coluna de Zenzi: em 1969, ela casou com um dos chefes dos Black Panters, Stokely Carmichael, e comprou briga com a justiça americana. Quatro anos depois, se divorciou.

En 1985, tornada Chevalier des Arts et Lettres pela França, amargou a morte da filha única, Bongi, com 36 anos, teve problemas de falta de dinheiro e depressão. Se recuperou dois anos depois, quando vivia na Bélgica, quando Paul Simon a convidou para fazer parte do álbum Graceland. En 1990, recém havia recebido a nacionalidade francesa, voltou à África a convite de Nelson Mandela.

Só voltou a lançar novo álbum em 2000: Homeland. "Conservei minha cultura, conservei a música de minhas raízes. Graças a ela, me tornei esta voz e esta imagem da África e de seu povo", disse na sua autobiografia.

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Author: maristela
•Sexta-feira, Novembro 07, 2008


A revista Trip número 171 traz sete matérias especiais sobre o tema longevidade. Elas ocupam 44 páginas, e os entrevistados e temas são todos maiores de 65 anos. Exceção feita a Ronaldo, o chamado Fenômeno, capa da publicação, que teve um belo bate-papo com Daniel Piza, com direito a dizer que fez merda no episódio com os travestis.
O cardápio oferecido sobre a velhice, desta vez, foge daquele ranço de enfoque de consultório geriátrico, que me irrita profundamente, abordando o trio exercício-alimentação-carinho, que é só o que médico e jornalista e terapeuta, claro, sabem indicar para quem se encaminha para o fim, e também não deita aquele olhar meloso sobre o “idoso”, este coitadinho, a quem tudo se perdoa porque, afinal, está quase morrendo mesmo.
A última página da Trip, inclusive, exibe um artigo de Ricardo Guimarães, que é das melhores coisas já escritas não só sobre envelhecer, mas sobre a confusão em que vive o mundo desde que passamos a viver mais. “O que é ter 60 em 2008?”, pergunta o presidente da Thymus Branding. Vale a pena ler, reler, imprimir e guardar. Até os que ainda nem cruzaram os 30, que é para já ir tendo contato com o inevitável (a menos que morram antes, óbvio) e tenham um parâmetro sobre lucidez e clareza de se mostrar honesto diante do que todos nós, maiores de 50, sentimos: estar meio perdido.
Por exemplo: a mesma Trip traz um ensaio fotográfico e uma entrevista com Vera Barreto Leite, 72 anos, que foi modelo de Chanel e não teve o menor constrangimento em exibir a murchura de seu corpo em várias páginas da revista. Na edição online, há um vídeo com o making of da sessão de fotos, que contradiz, pelo tom de voz e pela tristeza evidente da entrevistada, o texto meio otimista demais de Kátia Lessa.
Ouço, sempre, que nós, ocidentais, temos dificuldade de entender a velhice, que os japoneses, por exemplo, veneram seus idosos, etc e tal. Não sei se é ou não é. Sei apenas que estou mergulhada nesta realidade, de uns tempos para cá, sem muito tempo para pensar nas filosofias que envolvem a decadência física e mental que não tem creme, remedinho ou spa que resolvam. Meus pais têm 80 anos e não é fácil vê-los velhos.
Minha geração toda está aí, enrugada, uns mais gordos, outros mais magros, uns com cabelos mais brancos que outros, a maioria das mulheres tingindo os fios. Mas todos nós que cruzamos o portão dos 50 e que usamos espelho sabemos que não é bom nem bonito nem romântico envelhecer. Um mínimo de dignidade e de senso de boa vontade é necessário. Já ter bom humor sempre é exigir demais.
Mas dá para ir segurando algumas coisas, como a tendência para o over, para criticar demais os mais novos, para enfiar o dedo na cara de filhos ou netos e dizer “eu avisei” ou, pior “no meu tempo, era diferente”. Jogue a primeira pílula contra reumatismo que nunca fez isso. Tem, também, a vertente do velhinho paranóico, aquele que fala com o interlocutor no celular dizendo “não posso falar agora, vai para o restaurante, me espera lá que te dou sinal na hora de entrar” e, na hora da saída, pega a comanda e sai correndo, para o caixa, “para não dar na vista” que está acompanhado. Mesmo que seja tão somente uma reunião profissional.
E ainda tem a outra faceta deste diamante que se chama idade e que é a daqueles que chegam aos 60 fazendo charme para as garotinhas e garotinhos, certos de que de Elba Ramalho, Marília Gabriela e Woody Allen todo mundo tem um pouco. Aí, é ruim mesmo.
A mídia, por sua vez, escorrega ao tratar do assunto: ou idolatra ou choraminga os velhinhos. O velho ou é exemplo ou é motivo de piedade. Por isso, gostei desta Trip e a recomendo. Em especial, uma frase do artigo de Ricardo: “Porém, mais triste que negar o tempo é se conformar ou elogiar a velhice”.


Originalmente escrito para Coletiva.net
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Author: maristela
•Quinta-feira, Novembro 06, 2008


Quem quer vestir o Obama?
Entra aqui, tem família presidencial pra todo gosto.
Mas o Obama não aparece com a esposa para a gente brincar de despí-lo e vestí-lo.
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Author: maristela
•Quarta-feira, Novembro 05, 2008
Ah, é a fase das frases dos "famosos" e nem tanto no blog.
Agora, colhi estas pérolas e cristais da inteligentíssima Luana Piovani na entrevista que ela deu para a revista Época.

GENTES! ELA LEU NIETZSCHE!!!!!!!












Antes que achem que eu achei legal a Luana quase apanhar do Dado (porque, parece, quem levou a pior foi a camareira), esclareço: acho que esse cara e todo louco que bate em criança e mulher tem de ficar na cadeia e sofrer muiiiiiito.
E também acho que, sinceramente, tá faltando farinha no mercado. Esta gente tá louca demais por síndrome de abstinência!
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Author: maristela
•Segunda-feira, Novembro 03, 2008


PS: Resolvi acrescentar este PS porque recebi um comentário muito oportuno do meu querido amigo Adelino em que ele chama atenção para a patrulha do politicamente correto.
Concordo com ele.
Na verdade, se a gente se policiar em tudo o que vai falar, fica difícil até se comunicar.
Mas, no caso de uma "formadora de opinião" (êta termo bestea!) como a Catanhêde ou qualquer pessoa com acesso a um poderoso canal de comunicação como é a Folha de S. Paulo, acho que é diferente. E continuo pensando que ela odiou a eleição do Barack também por ele ser negro.
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Author: maristela
•Segunda-feira, Novembro 03, 2008
A mais recente descoberta feita nesta terra brasilis e que diz respeito à biologia, ao meio-ambiente, ao bioma e ao sei lá mais o quê, está gerando especulações além da imaginação.
Começando sobre a provável dona da perereca de fogo, este ser de olhar sexy e sedutor que se encontra na foto acima.
Muitos garantem que a dita cuja pertence, na verdade, a Luana Piovani e que escapou depois que Dado Dolabella distribuiu uns cascudos na loira (infelizmente extensivos à camareira-boazinha que quis apartar o bafão) irritado porque ela andava expondo demais a perereca.
Já outras fontes juram que a perereca de fogo só pode pertencer à Luciana Gimenez que não só a utilizou com sabedoria calculada - tanto que seu uso resultou num outro espécime que lhe garantirá, por bom tempo, uma renda extra respeitável - como ainda provou que Aids é coisa para pobre, que gente do jet set misturada com ignarus brasiliensis pode transar à vontade sem camisinha qe não dá nada.
Também há quem esteja enviando informações às midias vinculando a perereca fogosa à Adriane Galisteu, alegando que, afinal, ela tem anos e anos de know how, inclusive em usar a bichinha até para conquistar parceiros muito, digamos, desplugados dos calores pererequianos. Especialistas até acham que esta pode ser uma hipótese viável: Galisteu não só recolheu a perereca logo após a viuvez-que-não-foi-oficialmente-reconhecida como, em seguida, colocou a criaturinha a serviço do Roberto Justus que, como todos sabem, gosta mais de transar com o espelho do que de qualquer perereca real.
De todo modo, o assunto pode render em novidades.
Este blog aceita até sugestões sobre a maternidade da perereca de fogo.
A criatura está aí, agora, exibida ao mundo, sem pai nem mãe, sujeita a todo tipo de assédio e sem poder se defender.
Quem se habilita a ligar a perereca de fogo á sua legítima dona?
Levem em conta que:
- ela tem toxina que pode ser mortal!
- vive na mata atlântica e aí vai ser complicado ver quem anda retocando fotos e, na verdade, depilando só o essencial
- ELA USA UMA BOLSINHA NAS COSTAS! Ou seja, gosta mesmo de ovinhos e, quem sabe, dinheirinho.
No G1 tem mais detalhes. Quem quiser, lê aqui
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Author: maristela
•Domingo, Novembro 02, 2008


Nem o Aleijadinho? Nem ele é real? Putz!

Primeiro, foi Tiradentes.


Bento Gonçalves, o herói da tal Guerra dos Farrapos que é a maior festa da gauchada, também foi "reinterpretado", assim como sua peleia, como um fazendeiro rico que brigava pela perda de privilégios e não um revolucionário em busca de mudar a vida da pobreria do Rio Grande.

Agora, eis o livro da moça dizendo que o Aleijadinho é invenção, uma espécie de encarnação de um mito coletivo do bom-mocismo romântico.

Quem quiser ler toda a história, e mais a entrevista da pesquisadora, que tem nome de escritora de novela mexicana, Guiomar de Grammont (e cara idem), clica aqui.

Eu tô de cara. Mas nada mais me espanta!

Nem deveria.

PS: eu sempre achei que, um cara, perdendo as mãozinhas, com cinzel amarrado aos toquinhos de braço, etc, era muiiiiiiiiiiiiiito dramático. Mas, como tem gente que vai até o sino da Notre Dame e fala no Quasímodo como se Victor Hugo tivesse escrito uma biografia e não uma ficção, tudo é possível.

Coisa mais barroca, isso tudo!

E como é que Minas vai sobreviver com mais um mito sendo derrubado por terra?



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Author: maristela
•Sábado, Novembro 01, 2008
Acabo de liberar o comentário do Marco, do Antigas Ternuras, um dos meus ídolos nesta blogosfera, dizendo que não gostou do Mamma Mia. Infelizmente, não detalhou a razão.De todo modo, até entendo. Musical é fogo! A gente ama ou odeia. E isso que não é bem, bem musical, filho da ópera e da opereta, já que não é totalmente cantado.Mesmo assim, é um gênero que me encanta.Não vivo sem música. Nem que seja o Abba. Aliás, esta semana, uma amiga comentou comigo que odiava Abba, achava brega. Continuo achando. Mas como gosto!E por isso embarquei no Mamma Mia mesmo achando algumas cenas over demais, meio enfiadas a força no meio do roteiro. Não importa. Gostei.E olha que odiei Moulin Rouge a ponto de sair antes do final e achei Chicago medíocre.Minha referência no gênero é The Sound of Music (A Noviça Rebelde), empatado, ali, ali, com West Side Story, que levou o nome ridículo de Amor, Sublime Amor, e que eu vi ainda menina, num cinema de bairro de Porto Alegre que, obviamente, não existe mais.Também amo Priscila, Rainha do Deserto, vejo e revejo e não canso, e O Casamento de Muriel. Casualmente (hahahaha) os dois estão em cima das músicas do Abba.Mas o que me pegou, afinal, no Mamma Mia? Especialmente a canastrice das tias e tios que cantam (ok, dublam) e dançam no filme.E defendo a canastrice por ver corpos imperfeitos, caras enrugadas, cabelos ralos e coreografias quase ridículas em meio a jovens sarados, bailarinos profissionais e gente bonita nos padrões do consumo de corpos de hoje em dia.Mais que Meryl Streep, me encantou a baixota Julie Walters, essa senhora de 58 anos, que já foi condecorada pelo sem-sabor, sem-graça e sem-bunda Príncipe Charles , e que é figurinha carimbada nos Harry Potter - sinal de que ela gosta mesmo de se divertir atuando. Uma mulher que não tem o menor sex appeal, Julie também atua em outro filme que eu amo (e tem a ver com dança e música!) que se chama Billy Eliot, onde ela faz uma professora de dança inesquecível.Para mim, esta atriz que merece o nome e o posto, ganha o filme. Sem ser protagonista tampouco a coadjuvante mais "saliente", a baixinha arrasa.Não sou, nunca fui, jamais serei, crítica de cinema, meu terreno é o teatro, sobre o qual escrevi (e matéria que estudei e estudo até agora) e por isso me sinto à vontade para tietar Mamma Mia com esta minha cara deslavada.Estou precisando de leveza.E o filme me deu isso - e algumas lágrimas também, confesso e não me importo com os risos - quando aborda a relação mãe-e-filha, este eterno mistério que nunca se resolve e que, como diz o texto e a músca-tema da cena, é um constante escorregar da realidade por entre os dedos.Já falei demais. Mas queria registrar esta passagem da minha vida e que sei foi legal na vida de muita gente.Na noite em que fui, com minha filha, às dez da noite, havia pouca gente e mais jovens que coroas. E ouvi algumas risadinhas cruéis em momentos que, vamos lá, vão ladeira abaixo na apelação sentimental. Mas soube que houve sessões em que as garotas de mais de 50 dançaram nas cadeiras e bateram palmas ao final da sessão.Por isso, quero voltar a ver. Desta vez, vou acompanhada de alguém da minha faixa de idade e com cabeça aberta para as maravilhas da época em que a gente usava tamanco que tirava pedaço do calcanhar de tão pesado e saia de retalhos. E se achava maravilhosa, mesmo que não engravidasse sem saber quem é o pai, como a Donna de Mamma Mia.Ah. E não tô nem aí que o Pierce Brosnan realmente está mais para bobo da corte que para galã da mocinha no filme. Ele pode! Mesmo com a eterna cara de paisagem.
Como este blogger hoje tá um inferno, segue só o link pra quem quiser conferir a Julie cantando e dançando Take a Chance on Me.
http://www.youtube.com/watch?v=XFkzd0fSv_8
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