Author: maristela
•Quinta-feira, Julho 31, 2008
Eu adoro Gilberto Gil, o músico, o criador, o enrolado em suas frases "quânticas", o homem sensível que vi chorar mais de uma vez, quando acompanhei suas viagens ao Rio Grande do Sul, entre 2003 e 2006.
Tive chance de estar com ele mais de uma vez, quando eu atuava como coordenadora de comunicação da Secretaria de Estado da Cultura. São momentos inesquecíveis e não me preocupo de ser tachada de tiete por causa disso.
A primeira visita, um périplo que envolveu Rio Grande, onde inaugurou uma linda e antiga casa restaurada que a falta total de harmonia e compreensão entre quem de direito deveria permitir a ela o acesso da cultura e da população mantém ainda hoje no limbo.
Envolveu, ainda, Pelotas, em outras visitas a prédios históricos que culminaram numa apresentação numa praça em que Gil, sem a maior cerimônia, deixou o protocolo de lado e saiu dançando.
Finalizou em Porto Alegre.
Depois, veio uma Feira do Livro em que o autor de Lunik 9, ao discursar no pórtico do cais do porto, chorou, lembrando seus ascendentes afros pisando aquelas (ou outras) pedras, a ferro, e nos fez chorar, por se mostrar sincero e absolutamente desprovido de liturgias de cargo.
Também nos encontramos em Foz do Iguaçu, num encontro do Fórum dos Secretários de Cultura de todo o País, numa ocasião linda, em que a presença de Gil, sempre serena, me fazia pensar que ali estava um homem sem vaidades, mesmo dentro de sua posição de ministro e de mito da poesia, da música e da cultura, enfim.
Numa ocasião tragicômica, ele veio para uma Bienal e fomos, todos, para um jantar na cobertura do presidente do evento, num prédio chiquérrimo do bairro Moinhos de Vento. Eis que sobem no elevador o dono da casa, Gil e uma penca de autoridades. E o elevador, em vez de subir, desabou para o subsolo, deixando todos presos e exigindo a presença de bombeiros. Tendo de usar o elevador de serviço, a comitiva adentrou à cozinha do anfitrião. Contando, claro, com aquela cara zen-debochada do baiano. E o susto da dona da casa e suas empregadas!
Mas o que vai ficar, pra mim, destes encontros dos quais ele, com certeza, não tem mais a menor lembrança, é o que ocorreu num almoço, no Mercado Público de Porto Alegre. Eu tinha vindo de uma viagem à cidade de Planalto, onde visitara reservas indígenas, uma delas de guaranis, numa pobreza infinita.
Encontramos um homem magérrimo, sentando diante da maloca, as pernas tapadas de moscas.
Era o cacique, ou o que a civilização deixou que ficasse de um cacique.
Nos atendeu fumando seu cigarrinho, nem triste nem alegre. Indiferente.
De imediato, surgiram suas companheiras, com as crianças em volta. Traziam em mãos, para aquele terreiro em que se misturavam cães, galinhas e gatos, muitos colares feitos de sementes de frutas. Comprei dois.
No dia do almoço com Gil, me enchi de coragem, cheguei perto dele e lhe ofereci o presente, explicando a origem. Imediatamente, ele colocou o colar no pescoço.
Tive chance de rever o ministro em outras ocasiões, inclusive em seu gabinete, em Brasília. Mas nenhuma vez foi tão próxima como essa.
Se ele ainda tem o colar? Não sei mesmo.
Agora, ele deixa o governo.
Sábia decisão. Me incomodava muito esta sua divisão de artista-ministro que não conseguia ficar integralmente nem em uma nem em outra função. E o critiquei muito, em vários sites, por causa disso.
E, então, agora, o aplaudo.
E, mesmo achando um horror a frase de Lula, sempre um maladroite, desajeitado, tenho de reconhecer que ele tem razão quando diz: "O Gil teve vai priorizar o que é importante ".
Importante, sem dúvida, para Gil. E para nós, caro presidente Lula.

Porque o lugar de Gil é no palco.

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Author: maristela
•Segunda-feira, Julho 28, 2008


"Às vezes, quando se está furioso com alguém,

sentar e pensar sobre o problema pode ajudar bastante!"






Obrigado a Su Helfen pelo mail com esta pérola do pensamento de auto-ajuda!
Chegou na hora!
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Author: maristela
•Sexta-feira, Julho 25, 2008

Recebi um mail, de um amigo, muito debochado, que tinha, na linha de assunto, esta frase:
ao final, não havia cadelas heróicas, apenas cadelas... e,
a seguir, reproduzia este texto:
O delegado Geraldo Magela de Carvalho afirmou que a cadela vira-lata que ficou famosa na quarta-feira após ter supostamente salvado um bebê que teria sido abandonado em Santo Antônio do Monte, na região centro-oeste de Minas Gerais, não cometeu nenhum ato heróico. A mãe da criança, Maria Luzia Campos, 27 anos, teria simulado a situação para esconder que havia dado à luz o bebê.
E eis o vídeo e a notícia confirmando a mentira desmentida.
Como diz a Su Helfen, micos acontecem e ela prefere acreditar em cadela heroína.
Eu também.
E me dá uma pena imensa desta mulher que, por medo, jogou fora uma criança - embora ela diga que não jogou.
Mundo triste, esse.
Menos mal que não atirou de uma janela, num rio, como já aconteceu.
E Xuxa, pra mim, continua sendo uma paixão de vira-latas.
Que foi usada por um ser humano para encobrir seus medos e falhas.
Como comumente acontece.
Mas olhem bem a cara de Xuxa, no colo do garoto! Épura felicidade!
Aproveitou bem a história, hem Xuxa!
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Author: maristela
•Quinta-feira, Julho 24, 2008

Amigos.
Estou fazendo uma força danada pra não deixar este e os outros blogs à deriva.
E me perdoem se apenas coloco os comentários e não os respondo.
Voltei ao trabalho fora de casa e a mudança de rotina, depois de um ano e meio administrando a vida de casa, é algo.
Parece que a gente perde o rumo quando fica tempos parada.
E isso não é novidade pra mim - há muiiiiito tempo, em razão de estar com um filho de cinco anos e uma gravidez de risco, tudo isso acrescido do fechamento dos dois jornais do grupo de comunicação em que eu trabalhava (e, para completar, onde meu então marido também trabalhava), parei.
Fiquei sete anos em casa, fazendo alguns trabalhos eventuais.
Foi muito bom, apesar da falta de dinheiro adicional e da saída do mercado, sempre perigosa.
Tive chance de fazer o que não fiz com meu filho, ou seja, virei mãe tempo integral e não part-time, como ocorrera antes. Detalhe: eu tive sempre uma babá de luxo, que foi minha mãe.
Mas este ano e meio fora de redações, de dia a dia de jornalismo, teve outro gosto, me trouxe outras inquietações, incluindo a certeza de que de aposentadoria só vive juiz e funcionário público que acumulou muitos avanços e outros quetais. OU, claro, quem tem previdência privada.
Como essa justificativa já está ficando chata, vou reproduzir aqui o que a Yvonne falou no comentário do post anterior e minha amiga Caren Mello já me enviara por mail: a história da vira-latas que salvou a vida de um recém-nascido jogado fora.
Eu ia postar no blog da Dodô mas acho que este fato é tão universalmente interessante que não só cachorreiros se maravilharam com ele.
Fica aqui, como registro, da minha admiração e respeito por estes seres que a gente adora dizer que são inferiores a nós, não têm nem nossa inteligência nem nossa capacidade de humanos. No entanto, estão aí, nos dando nos dedos, diariamente, para mostrar que besta é eu, e, como diziam os Novos Baianos, besta é tu e que a hierarquia do mundo é bem diferente do que sonhamos.
Cliquem aqui e aqui para ver os vídeos
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Author: maristela
•Terça-feira, Julho 22, 2008


Ás vezes eu fico assim, meio pasma, com as coisas que vejo acontecer em especial com crianças.
Isso que me criei no kardecismo, desde nenezinha, aprendendo que as coisas inexplicáveis para nossa realidade presente teriam origem em fatos do nosso passado perdido nos tempos.
Hoje, confesso, que não aceito esse "causal" assim tão fácil, não.
Meus amigos espíritas insistem, em geral diante de grandes catástrofes, acidentes em que morrem muitos juntos, fatalidades envolvendo crianças e tal, me asseguram: é carma, cumprimento de compromissos assumidos antes de reencarnar, etc etc.
Mas aí penso na Odele, com a Flavia, linda daquele jeito, em coma vigil há dez anos.
E agora esta menina, que perdeu pais e irmã em um acidente besta, que era para ser um passeio legal.
E quando a vi, domingo, na televisão, falando com tanta lucidez, com serenidade que ela não perdeu nem mesmo na hora em que disse aos bombeiros "está tudo bem, gente", ao ser resgatada das ferragens do caminhão, fiquei ainda mais invocada com estes acontecimentos.
Tenho uma amiga que vem de uma família numerosa, que viveu uma infância pobre, de subir em banquinho para alcançar a pia e lavar a louça. Hoje, é capitã de indústria. Bonita, querida, respeitada.
Ela anda triste, por estes dias. Faz pouco completou um ano a explosão do avião que lhe levou um dos irmãos.
Tanta luta, tantos sonhos, a família unida em torno de pais guerreiros, todos então felizes, colhendo os frutos de seu trabalho.
Sei lá. Não consigo entender bem qual a lição que se tira disso tudo.
Como o caso de Hamanda, cara de anjo, conversa de gente grande e sábia, espírito antigo, altivez nata.
Se reinventando, diante do trágico.
Como a outra menina, que era escravizada, amarrada, humilhada pela patroa, e ainda a perdoou.Me encanta existir gente assim no mundo. Me dá uma certa esperança de que tudo pode ficar melhor.
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Author: maristela
•Segunda-feira, Julho 21, 2008
Esqueço datas.
Isso é uma praga.
Aniversários, então, se não anotar e deixar bem à vista, já era.
Deixei o dia do amigo em branco.
Mas não apago jamais quem está na minha lista, de diferentes épocas e idades.
Quem vive sem amigos, meu Deus?
Então, pra começar a semana, uma canção do amigo, coisa óbvia, eu sei, mas é o acho de mais significativo.
Obrigada, meus amigos.
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Author: maristela
•Quarta-feira, Julho 16, 2008
AINDA ESTOU ESPERANDO!

Fiz o que você mandou

Mandei o email para 10 pessoas como você disse.

Ainda estou esperando a tal coisa acontecer ...

Para todos os meus amigos que, nos últimos tempos, me mandaram

'realizações de desejos', cartas-corrente, anjos de bondades, de dinheiro e outras promessas,

e todas reencaminhadas a outros amigos, até agora,

NADA FUNCIONOU !!!

Para o futuro, por favor, mande-me dinheiro, Vodka, chocolate,

entradas de cinema e vales para os melhores restaurantes.

MUITO OBRIGADO!!!!


AINDA ESTOU ESPERANDO

PS: OBRIGADO À DEBORA COSTA, QUE ME MANDOU ESTE DEBOCHE PELO MAIL.
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Author: maristela
•Domingo, Julho 13, 2008

Knox Leon e Vivienne Marcheline!
Desejo a vocês que, muito mais que nascer em berço esplêndido e ter uma mãe e um pai ricos e belíssimos, tenham a genuína alegria dos filhos paridos em hospitais públicos, de pais humildes mas realmente amorosos.
Igualmente peço a Deus que vocês e seus quatro irmãos cresçam saudáveis e integrados, provando que é possível crescer espiritualmente em homogênea harmonia, mesmo sendo frutos de diferentes úteros.
Que sejam portadores de bons augúrios para este mundo insano, exemplos vivos de que não basta ter um andar inteiro de hospital para chegar ao mundo na segurança que o dinheiro garante mas dispostos a aprender a dividir e a aprender com quem nasce num cantinho de chão, sem nem mesmo saber se vai sobreviver.
Também torço para que vivam num lar de verdade, com suas qualidades e defeitos, sem importar se o berço é de grife ou herdado de alguém, valendo mesmo é o caráter forjado na verdade e na justiça da casa paterna.
O amanhã chega logo.
Muito em breve, mamãe e papai estarão velhinhos, serão lembrança em imagens coloridas desta juventude bafejada pela sorte que alimentou tanta página de revista e atiçou paparazzi. Vocês, então, serão os filhos de Angelina e Brad, os gêmeos que nasceram em Nice, cuja primeira foto valeu 11 milhões de dólares destinados a ajudar quem pouco ou nada têm.
Olha a responsabilidade de vocês dois, Knox Leon e Vivienne Marcheline! Mal vieram à luz e já têm um papel tão grande a desempenhar neste filme interminável da vida.
Tomara, mas tomara mesmo, que voces, um dia, possam retribuir a esta mesma vida tudo o que de especial ela lhes deu.
Bonne chance!
E longa vida a vocês e a todos os bebês que nascem e renascem nesta Terra ainda tão carente de afeto e de solidariedade.
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Author: maristela
•Sexta-feira, Julho 11, 2008

Pois é. Agora, Eike Batista está na mira dos federais. Não sei porque, quando vi o moço na capa de uma revista de circulação nacional com aqueles olhos claros já devidamente retocados, aquela expressão de dono do mundo, lembrei de outro cara, de outras épocas, hoje quase um velhinho desconhecido e que lia na mesma cartilha: Olacir de Moraes, por muitos anos incensado pelas mídias como Rei da Soja e que vivia saindo nas revistas de lixo editorial com namoradinhas jovens em situações ridículas de pé-de-valsa.
Não faz muito, Eike, aquele que teve dois filhos com Luma de Oliveira que chegou a usar uma gargantilha-coleira com o nome do maridão, uma calcinha que ficava à vista no vestido vermelho com as iniciais EB e também algemas no pescoço, assegurando ser propriedade privada (e ele, nas fotos, só ria...), dizia na entrevista: "Sou o homem mais rico do Brasil", juntando várias declarações de pavão exibicionista e nada cauteloso.
Do tipo que adora um holofote e que não se imagina sem uma mulher plastificada ao lado, Eike se achou seguro o suficiente para alardear seu sucesso. Agora, entrou para a listinha de Naji Nahas, Celso Pitta, Duda Mendonça, Daniel Dantas e tantos outros falcatruas que não se contentam com a fortuna que a família deixou e que cresce sozinha, mas precisam, doentiamente, ganhar, ganhar e ganhar.
Sujeito estranho, com um ar de nazista, dos que posam como "popular", com um cachorro quente na mão e um mulherão debaixo do braço, Eike integra aquela categoria dos bem-sucedidos sem charme que não o da grana. Quando circulava com a esfuziante (e, vamos ser francos, suburbana) Luma, parecia um jeca desenjambrado, até o terno parecia feito por alfaiate de fim de linha.
“A natureza abençoou nosso casamento. Uma linda noite de lua cheia iluminou os convidados, no terraço da antiga casa do Eike, no Rio. Casamos só no civil, mas foi super-romântico. Era o auge da nossa paixão, com apenas seis meses de namoro. Acabamos tendo que adiantar tudo, por causa da minha gravidez de três meses do nosso primeiro filho, o Thor, que hoje tem oito anos. Ele achou melhor, são os valores dele. Meu vestido era moderno e tinha minha marca pessoal: curtinho e branco. Outra coisa legal foi termos nos casado numa quinta-feira. Fiquei sabendo que tudo que acontece neste dia dura para sempre.” São declarações da espertésima moça, para a Isto É Gente, na ocasião do casório. Adepta, como mostraria mais tarde, da roupa sem calcinha, não satisfeita em fisgar o bobão, grávida, tratou de deixar mais um herdeiro, pra garantir o butim à saída da "relação".
Anos depois, ela inventaria uma gravidez nem lembro mais a razão. E saiu fora do ninho de amor de Eike para se dedicar ao que gosta mesmo de fazer: namorar bombeiro, policial e homens do tipo força total na proa. Pouco antes havia dado entrevista à Época Negócios chamando Eike de seu "infinito particular".
Tenho pena dos dois filhos, um magro, espichado, o outor ainda obeso, sempre com cara de tristeza nas fotos.
Então, temos aí mais novidades na nossa "zelite", como diria o cumpanhêro Lula. Não sei se Tarso Genro vai ter de se desculpar por mais um vazamento de informação privilegiada para a imprensa como fez em relação ao fato de a Globo ter dado antes as imagens da prisão dos três porcões.
Este país está ficando uma farsa melhor do que as de Martins Penna.
Nós, aqui da platéia, assistimos entre o "eu sabia" e o "não acredito", dependendo do grau de crédito que se dá a tudo isso.
Eu, se pudesse, criaria uma bolsa de apostas para ver quanto tempo leva para esses caras entrarem e saírem da cadeia.
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Author: maristela
•Quinta-feira, Julho 10, 2008

Tenho postado rapidinho, porque meu computador se foi, mesmo, e ocupo o da minha filha, enlouquecida com o trabalho de final de semestre de sua faculdade (aliás, por que a faculdade de Arquitetura tem de ser uma tortura???) e por isso nem tempo estou tendo para responder comentários e visitar meus amigos blogueiros.
É nesta pressa que estou postando agora e estava pronta para gritar ao mundo (de meus até 200 amados leitores! hehehe) minha raiva e indigação com a tal festa de San Fermin, quando entrei por acaso no site do MSN (raramente o faço, mas, como já disse, estou em outro computador) e dou de cara com uma entrevista com Monique Evans.
O título é "Se não tiver dinheiro, lavo uma privada como ninguém!".
Balzaca, cinqüentona, Monique é uma das mulheres que eu admiro neste país.
Desbocada, cheia de idiossincrasias (apresentava um programa sobre sexo mas já tinha se convertido a uma igreja pentecostal), mas se há alguém autêntico, é esta bela coroa.
Há alguns anos, a vi desfilando em Porto Alegre. Era um desfile de modas e havia belíssimas modelos na passarela, inclusive Deise Nunes, que continua mantendo a classe, apesar dos respingos do envolvimento do marido num escândalo de corrupção aqui no Rio Grande do Sul. Mas, quando Monique pisou na passarela, com todas suas curvas, celulites e pneuzinhos, e aquela cara de "quequié, ô meu!", todas as demais sumiram. Lembro que ela deu uma rabanada quando chegou perto do público e mostrou, pouco acima da bunda, uma tatuagem provocativa. Arrasou.
Ao final, o marido de minha amiga que me acompanhava no desfile, pediu uma foto com Monique. Tiramos. Gostaria de localizá-la agora. Mas acho que ficou com eles.
Enfim.
Muita gente diz que Monique é vulgar. Pode ser. Mas seu diferencial está em assumir esse lado meio canalha sem culpas, sem maquilagem.
Agora sem mais freqüentar a igreja, a carioca que teve filho com o homem na época considerado o mais lindo do Brasil, Pedro Aguinaga (e era mesmo! belíssimo!!), que enfrentou um câncer sem perder o pique, e que desde os 14 anos enfrentava câmeras e passarelas, vê a filha indo pelo mesmo caminho.
Normal. Luiza Brunet também entronizou a filhota no meio.
Mas não é por isso que estou falando nela. O motivo é este constante ar de desafio que Monique mantém. Desafiadora, sim. Mas relax. E também acho que ela tem um quê de Brigitte Bardot, o jeito de mulher sem muita produção, sem neuras com magreza e essas palhaçadas de hoje.
Eu a invejo.
Com certeza, ela não está furiosa como eu com a maldade humana com animais lá na Espanha (e torcendo para mais e mais gente sair bem machucada desta festa idiota!), tampouco deve queimar seus neurônios para entender porque um juiz liberta cafajestes como Daniel Dantas, Naji Nahas e Celso Pitta.
Não invejo a beleza de Monique. Estou feliz com meu layout de baixinha, gordinha, bochechuda.
Eu só queria aprender a ver tudo com mais leveza.
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Author: maristela
•Terça-feira, Julho 08, 2008

Celso Pitta, Naji Nahas e Daniel Dantas! Três gordos porcos presos no mesmo dia!
A Polícia Federal agiu cedinho. Pitta, patético, de óculos escuros, cara de sono, saindo para o xilindró, não escondia o susto, retirado, como os outros dois pilantras, de seu ninhozinho de ouro.
Não sei se ficam muito tempo na cadeia.
Maluf não só saiu como ainda fez um livro se exibindo como vítima e está aí, de novo, na política. Assim como Collor.
O pai do garotinho de 3 anos executado, dentro do carro em que estava com a mãe e o irmãozinho de 9 meses, em mais uma caçada entre polícia e bandido, um taxista que se esgoelou em frente às câmeras, dizendo "eu sou uma pessoa de bem, não tenho culpa desta podridão que está aí". É a sensação geral hoje em dia.Não tem mais limite.
Ninguém está a salvo.
Fatalidade? Uma ova!
Impunidade.
Mau exemplo que vem de cima e que enfraquece até mesmo o trabalho da PF, na medida que as CPIs quando se concluem botam panos quentes sobre os casos e liberam canalhas que voltam ao mercado para encher de novo o bolso.
Zé Dirceu estaria envolvido com Nahas, Pitta e Dantas? E Mangabeira Unger? A Polícia nada fala. Com certeza, não pode.
Não é de estranhar que militares entreguem jovens (que de anjo nada tinham, mas a constituição prevê chances iguais para todos) aos traficantes para tortura e morte.
Não é de estranhar que um menino que ia fazer quatro anos seja estourado dentro do carro por policiais mais que despreparados, desumanos.
Não é de estranhar que um segurança de uma promotora acompanhasse seu filho em vida noturna e tenha dado um tiro no peito de um garoto de 18 anos.
Quem vai pagar a conta?
Nós, é claro. E já estamos pagando faz horas.
Enquanto isso, Lula e o Planalto brincam de ser o umbigo do novo mundo, um mundo de pobres menos pobres, de oportunidade de trabalho, de estudo para todos.
Quanta mentira!
Quanta empulhação!
E este populacho tonto ainda tem o peito de afirmar que votaria neste sujeito vaidoso, deslumbrado, empacotado em ternos caros, cada vez mais distante de suas origens, com discursos plastificados, para um terceiro mandato.
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Author: maristela
•Domingo, Julho 06, 2008


É curioso como funciona o "processo", em algumas vezes, para se chegar a um post.
Eu estava navegando mundo afora, em busca de alguma notícia. Aí,e tropecei na história de Maddona e sua possível separação do marido, Guy Ritchie, com quem teoricamente teria de dividir meio-a-meio o rico dinheiro já que a esperta e competente show-woman teria se casado sem cuidar daquele documentinho básico sobre meus bens prá cá, meus bens prá lá. Quer dizer, tropecei na notícia em que Madonna nega tudo, inclusive o romance com o jogador de beisebol Alex Rodriguez.
Antes de fazer uma piadinha com o fato de que a cantora gosta de um tipo exótico, tanto que Lourdes Maria é filha de Carlos Leon, seu ex personal trainer, um cara que me lembra o (argh!!!) cantor Latino, com aquele jeito de galã de fim de linha de arrabalde.
E, vamos combinar, o lado italiano de Madonna está mais para estes morenos do que para o branquelo com quem casou.
Aí, como eu estava contando, fui ver a foto do tal Alex Rodriguez que, embora seja famosíssimo entre seus pares, para mim não era e continua não sendo ninguém.
Chamei o Santo Google imagens e encontrei uma fotinho de Rodriguez e sua senhôura, Cynthia bascida Scurts, e apresentada como professora de psicologia e jogadora de vôlei, o que já é, convenhamos, ser muito, mas muito descolada.
A foto é esta que está neste blog que apresenta, em seu sidebar, uma listinha chamada coll videos. Dispersiva que ando, cliquei em um, que é este do bebezinho na pia (não me digam que aquilo é banheira moderna de nenê!!!) e que achei uma gracinha:

Como a história de Madonna, seu novo amor e a separação ainda vai render muitos dias de afirma-desmente, até chegar na confirmação, fico por aqui, torcendo pra que. esta semana, a gente seja como esse espertinho: relaxado em seu sono profundo. Mas atento!!!!!
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Author: maristela
•Quinta-feira, Julho 03, 2008
Fazia tempo que eu não a via passar, rua acima, pelo leito da rua mesmo, em meio aos carros. Desgrenhada, tênis roto, saia com bainha desfeita, várias blusas sobre blusas e um casaco de lã que não tem mais cor. Nas mãos, sacos de supermercado que nunca soube se contêm compras ou lixo. E, embaixo de cada braço e pendurados nos pescoços, cartazes.
Os textos destes cartazes repentem os que cobrem o muro e as paredes da casa de madeira em que mora, quase na esquina com a rua 24 de Outubro, uma das mais valorizadas de Porto Alegre.
São denúncias, queixas, lamentos: contra vizinhos que fizeram "trabalho" para tirá-la de seu canto. Contra misteriosos perseguidores. Não falta alusão a macumba e a maldades que não são explicadas.
Esta mulher mora neste chalé caindo aos pedaços há muito tempo. Eu vivo aqui no bairro há 14 anos e tenho acompanhado o sucessivo derrubar de antigas casas para que nos terrenos, amplos como não mais existem por estes lados, se ergam imensos pombais de luxo.
A mulher dos cartazes com certeza se negou a vender seu retalho de terreno, comprido e fino, que, com certeza, hoje nada mais vale.
Ela sempre me impressionou e impressiona.
É a loucura e o desespero em suas formas mais gritantes e que com certeza mais incomodam: é louca mas está ali, vivendo sua vida e, mal ou bem, ficou onde queria ficar.
Fala sozinha, sim, enquanto peregrina com a exposição de seu ódio e de seu não-conformismo com esta selva de cimento e dinheiro que não poupa ninguém.
Tenho caminhado muito pelo bairro que vizinha com o meu, o imponente Moinhos de Vento, onde, em priscas eras, moravam os alemães e seus descendentes, todos abonados, que construíram naqueles altos casas belíssimas, mansões que se destinavam, com certeza, a se eternizar no local.
Hoje, a devastação é quase total. Em algumas ruas, uma que outra casa resiste como moradia. As demais, servem para comércio. Chique. Mas comércio.
Edifícios horrendos, com seus falsos mármores nas fachadas, sacadas vedadas por vidro escuro, jardins tão iguais que dá para pensar que foram feitos pelos mesmos "paisagistas".
Não sou contra o novo. Sou contra o crime de derrubar a memória, sem dó nem piedade.
Hoje, andando com Occhi e Dodô, vi que numa curva, onde quatro lindas casas se abrigam à sombra de árvores centenárias, e que foram restaurante, butique metida a fina, essas coisas, ostentam placas de "mudamos para a rua tal, número tal". Um aviso de que, logo, logo, vão sumir e em seu lugar vai brotar mais um edifício sem graça, que abrigará gente que nunca aparece, que entra assustada em suas garagens como hoje vi.
Apenas porteiros e seguranças mostram que há vida nestes palácios pós-modernos.
Irônica e tristemente, numa destas velhas casas, hoje funciona uma das várias clínicas para idosos de posse da área. Ali, ocorreu um dos mais horrendos e insolúveis crimes que esta capital já viu.
A casa está lá, no alto, toda pintadinha, escadaria estreita.
Nos olha como que debochando. "Resisto. E guardo meus segredos", ela me diz.
E eu sigo andando por esse Moinhos de Vento que tanto ainda me encanta, apesar da devastação do poder econômico e dos lofts falsificados, cópias baratas (apesar de caras) dos originais lofts de atitude do cenário novaiorquino.
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Author: maristela
•Quarta-feira, Julho 02, 2008

Estava acompanhando, zapeando aqui e ali, a libertação de Ingrid Betancourt, a refém digamos mais vip e conhecida das Farc. Um gol e tanto para Uribe e seu governo que, já comentaram alguns experts em política internacional, tem muito de fantasia no relato feito pela libertada, evidenciando que o acordo foi tão bem costurado que envolveu a própria protagonista do episódio.
Dizer que a operação foi impecável e elogiar os militares não parece uma atitude própria da ex-candidata à presidência da Colômbia.
Mas há que se entender as circunstâncias.
Seis anos sobrevivendo na selva, seqüestrada por ter tido a coragem de abrir diálogo com estes cafajestes travestidos de elementos de mudança social, Ingrid cumpre um papel, neste momento de saída do inferno: contemporizar e, claro, agradecer.
Gratidão é fundamental, ainda mais em se sabendo quantos países e líderes estiveram envolvidos na operação de seu resgate.
Menos mal que não foi apenas ela a libertada - outros 14 vítimas resgataram sua liberdade.
Fiquei olhando aquela mulher animada, falante, charmante, usando chapeuzinho e um colete militar com estampa de camuflagem, com uma trança caprichada, uma flor arrematando o penteado, e pensei:o que é o jogo da política e do poder.
Que bom que ela se livrou deste castigo que ninguém merece, nem mesmo o mais maldoso guerrilheiro. Mas que bom que aja com clareza, honestidade e não esqueça que agora tem uma responsabilidade maior: lutar, esquecendo a oposição a Uribe e as simpatias por Chávez e outros que com certeza lhe dizem mais politicamente, para que se termine esta aberração chamada Farc.
Detalhes a salientar: o site criado para colher assinaturas em favor de Ingrid, o save ingrid, até as 20h46 não havia sido atualizado.
O site das farc, o Farc-EP está congelado em 19 de dezembro com textos em que chama Uribe de covarde e comunicados de guerra, todos velhos.
O site da Agencia Bolivariana de Notícias, sempre simpático às Farc e contra Uribe, traz uma notícia discreta sobre a libertação claro que destacando a fala de Ingrid elogiando Chávez.
Evidentemente, o site da presidência da república colombiana tem título elogioso ao governo: "nos sacaran con grandeza".
De todo modo, e acima de tudo, foi um final de drama sem violência! A vitória do bom senso, com ou sem trocas que ainda não conhecemos.
Vamos comemorar, então.
A vida merece.
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Author: maristela
•Terça-feira, Julho 01, 2008

Peguei do Lula, que já tinha pegado do Maçã Envenenada.
Fiz o teste: acertei só 50 por cento.
Isso que sempre achei que mulher tinha olho clínico pras "diferenças"!
Até entendi o Ronaldinho.... O que faz o silicone.
E a iluminação do fotógrafo.
E o photoshop etc etc
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