•Segunda-feira, Novembro 10, 2008
Li, há pouco, que Miriam Makeba se foi. Tinha 76 anos e o coração não segurou mais, depois de tanto cantar e brigar pelo fim do apartheid na África. Morreu nesta madrugada, depois de um concerto na Itália, em que foi solidária com Roberto Saviano que fez o filme Gamorra e está, claro, ameaçado de morte pela Máfia napolitana.
Ela esperava o retorno à cena, a pedido do público, quando foi encontrada desmaiada.Não adiantou levar para o hospital.
Fiquei ainda mais jururú nesta segunda-feira nublada em que se juntam tantas coisas chatas que nem vale a pena enumerar por aqui.
De Mama Africa, para mim, e para toda uma geração, vai ficar a voz rouca e potente cantando Pata Pata.Zenzi era o nome dela, aliás era Uzenzile. Nasceu em Johannesburg, e integrou o Manhattan Brothers, no final dos anos 50. Mas estourou mesmo com aquela música balançante que a gente, na adolescência, adorava, e que lhe deu, em 1965, um Grammy.
Mas o sucesso não sensibilizou o Estado Sul Africano, em pleno pico da discriminação racial e da patrulha, que a destituiu de sua nacionalidade por Miriam ter participado do filme Come Back to African. Nem assistir aos funerais da mãe ela pode e sua música foi banida do país. O exícilo durou 31 anos.
Não era fácil dobrar a coluna de Zenzi: em 1969, ela casou com um dos chefes dos Black Panters, Stokely Carmichael, e comprou briga com a justiça americana. Quatro anos depois, se divorciou.
En 1985, tornada Chevalier des Arts et Lettres pela França, amargou a morte da filha única, Bongi, com 36 anos, teve problemas de falta de dinheiro e depressão. Se recuperou dois anos depois, quando vivia na Bélgica, quando Paul Simon a convidou para fazer parte do álbum Graceland. En 1990, recém havia recebido a nacionalidade francesa, voltou à África a convite de Nelson Mandela.
Só voltou a lançar novo álbum em 2000: Homeland. "Conservei minha cultura, conservei a música de minhas raízes. Graças a ela, me tornei esta voz e esta imagem da África e de seu povo", disse na sua autobiografia.
Ela esperava o retorno à cena, a pedido do público, quando foi encontrada desmaiada.Não adiantou levar para o hospital.
Fiquei ainda mais jururú nesta segunda-feira nublada em que se juntam tantas coisas chatas que nem vale a pena enumerar por aqui.
De Mama Africa, para mim, e para toda uma geração, vai ficar a voz rouca e potente cantando Pata Pata.Zenzi era o nome dela, aliás era Uzenzile. Nasceu em Johannesburg, e integrou o Manhattan Brothers, no final dos anos 50. Mas estourou mesmo com aquela música balançante que a gente, na adolescência, adorava, e que lhe deu, em 1965, um Grammy.
Mas o sucesso não sensibilizou o Estado Sul Africano, em pleno pico da discriminação racial e da patrulha, que a destituiu de sua nacionalidade por Miriam ter participado do filme Come Back to African. Nem assistir aos funerais da mãe ela pode e sua música foi banida do país. O exícilo durou 31 anos.
Não era fácil dobrar a coluna de Zenzi: em 1969, ela casou com um dos chefes dos Black Panters, Stokely Carmichael, e comprou briga com a justiça americana. Quatro anos depois, se divorciou.
En 1985, tornada Chevalier des Arts et Lettres pela França, amargou a morte da filha única, Bongi, com 36 anos, teve problemas de falta de dinheiro e depressão. Se recuperou dois anos depois, quando vivia na Bélgica, quando Paul Simon a convidou para fazer parte do álbum Graceland. En 1990, recém havia recebido a nacionalidade francesa, voltou à África a convite de Nelson Mandela.
Só voltou a lançar novo álbum em 2000: Homeland. "Conservei minha cultura, conservei a música de minhas raízes. Graças a ela, me tornei esta voz e esta imagem da África e de seu povo", disse na sua autobiografia.






4 comentários:
Maristela, desculpe a ignorância mas eu não a conhecia e fui bisbilhotar no ytb. Adorei ela cantando "Chove Chuva" e "Amampondo". Muita ginga! Beijus
Li ontem no blog do Moacy Cirne que a Makeba tinha ido pro andar de cima. Na mesma hora eu me lembrei dos meus bailinhos de adolescência, da gente cantando "Pata Pata" em embromation assim: "tá com pulga na cueca vai ter que tirar!" Ela teve uma vida sofrida, mas sempre foi muito digna e por isso será bem lembrada. Carpe Diem. Aproveite o dia e a vida.
Cresci ouvindo Miriam Makeba, fiquei triste com sua morte.
Maristela, eu me lembro do ano de 1967.Morávamos em Belém, PA. Não muito perto de casa tinha uma boate muito famosa chamada Maloca. O som das músicas vinha de longe. Era maravilhoso distante Makeba cantando o Pata Pata.
Abraços. Feliz final de semana.